segunda-feira, 5 de abril de 2010

O Jabutí e a Águia

Era uma vez um Jabuti. Não era um Jabuti muito grande, nem muito forte. Também não era simpático, tão pouco animado. Não tinha uma carapaça colorida e bonita. Como todos os jabutis, não era rápido. Era um Jabuti comum, até demais. Era preguiçoso e teimoso. E ainda arrogante. Era um mala.

  Sem nenhum talento aparente, não chamava a atenção alguma para si e não tinha muitos amigos. Embora não se pudesse dizer que ele gostava disso, ele não reclamava. Sabia o seu lugar. Aceitava.

  E assim seguia o Jabuti. Vendo a vida passar. Sozinho. Ele não sabia muito bem qual era o seu papel, mas aquele parecia ser o seu destino: Permanecer sozinho, para sempre.



  E o Jabuti queria então ser como a águia. Ele queria que todos o invejassem, que todos o respeitassem. Ele queria ser livre. Ele queria voar como a Águia. Ele queria voar com a Águia.


  Mas ele era um Jabuti. E jabutis não voam.


  Ali, embaixo das copas das gigantescas árvores, com seu casco praticamente da cor das pedras, o Jabuti sequer podia ser visto pela Águia, por mais que a mesma tivesse em seus olhos o seu grande ponto forte. Mas o Jabuti podia vê-la. E o Jabuti sonhava.


  Os anos passaram. O Jabuti parou de sonhar. Seus poucos amigos se foram aos poucos. O Jabuti que já não era popular, ficou completamente sozinho. O jJbuti leu livros. Potencializou a sua mente para suprir as limitações do corpo. E nada mudou.

  Até mudou. A Águia, a cada dia voava mais alto. Mais longe do Jabuti.


  Veio então a seca. A floresta parou de ter frutos e árvores de copas grandes. A maioria dos animais começou a passar por grandes dificuldades. Menos dois: A Águia, que podia voar para longe e lá encontrar comida, abrigo e água. E o Jabuti, que não comia muito, não bebia muito e levava sua casa nas costas.


  E sem a copa das árvores tampando a visão, a Águia podia, enfim, ver o Jabuti. E de que adiantou? Nada. Alias, piorou.



  Lembram-se do começo do texto? O Jabuti era lotado de defeitos. E ele não foi o único que a seca deixou a Águia ver.
  Agora ela podia ver o Crocodilo. Temido, corajoso, exímio nadador. Ela podia ver a Onça, grande, forte e linda. Podia ver o Puma, o rei da montanha. Ela podia ver a todos. E por que olharia para o Jabuti?


  E agora... O texto acaba. Por que eu não sei como terminar a história. Ridículo não? Medíocre, eu diria. Por que começou a escrever, então? Peço desculpas. Sinceras mesmo.

  Não. Estou mentindo. Eu não estou sem idéias. Apenas tenho medo de terminar a historia. Eu sei como termina. Mas não quero terminá-la.


  Não gosto de histórias sem final feliz. Quando essa história tiver um final feliz, eu volto e termino. Pronto.





  E não se preocupem. Jabutis vivem uma centena de anos. Ainda terei muito tempo para escrever o final da história..

4 comentários:

  1. Thales... eu nao me importo com finais tristes... se vc nao me contar o fim da historia nao deixo vc conhecer meu sobrinho... kkkk eu sou mal...
    Joice Bento

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  2. e ai cara
    voce nao pode deixar a histoeia ai sem um fim, tudo tem um inicio, um meio e um fim, entao essa historia tem que ter um fim
    Orlando

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  3. Um dia eu termino ela pessoal, muita calma nessa hora =]

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  4. como assim? pq num postou a historia quando ela jah tivesse seu final?
    para vai eu num ligo c alguem der um tiro na aguia e ela morrer na frente do jabuti...
    termina logo homi...
    Paloma

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