terça-feira, 9 de novembro de 2010

Mulher no volante, velocidade constante: As mulheres na Fórmula 1

   “Primeiro as damas”

Danica Patrick
Certas regras de cavalheirismo básico estão, pouco a pouco e infelizmente, ficando mais e mais raras, a medida em que o mundo evolui a passos frenéticos. O lado bom é que certos preconceitos também vem caindo com o tempo. Agora, as damas não precisam mais esperar que os cavalheiros lhe dêem passagem: Elas podem ir lá e passa-los sem pedir licença, na marra mesmo.

Falo das mulheres pilotos, que estão na moda, principalmente nos Estados Unidos, onde Danica Patrick e a brasileira Bia Figueiredo, entre outras, estão cada dia mais conquistando o seu espaço.

Mas e na principal categoria do automobilismo mundial, será que elas não tem vez? Bem, na verdade elas já tiveram. Você está lembrado de nenhuma mulher na Fórmula 1? As únicas mulheres que você se lembra quando pensa em Fórmula 1 são as modelos? Então está na hora de se surpreender um pouco: Vou te apresentar algumas mulheres que jamais te pediriam para tirar o carro da garagem...



Ô Maria!

Maria Teresa
Maria Teresa de Filippis. Não diga esse nome perto de uma feminista mais ferrenha que tenha o mínimo interesse em carros de corrida. Essa moça italiana foi nada mais, nada a menos, do que a primeira mulher a pilotar um carro de Fórmula 1. Graças a dois homens, na verdade. Não, ela não queria conquistar ninguém. Pelo contrário: Queria vencer uma aposta feita com seus dois irmãos, que não acreditavam que ela podia ser uma boa piloto.

Maria Teresa no entanto não teve uma passagem duradoura pela Fórmula 1. Como piloto da Maserati (1958) e Porsche (1959), foram 5 tentativas de se classificar (4 pela Maserati e 1 pela Porsche), nas quais ela conseguiu largar de fato em apenas 3. Sua melhor colocação foi um 3° lugar. No entanto, ela não se desligou do esporte. Hoje em dia, atua com um cargo de vice presidente em uma divisão administrativa da Fórmula 1.


Uma mulher Divina
Divina Galica

O Grande Prêmio da Inglaterra em 1976 entrou para a história como o único da história da Fórmula 1 em que duas mulheres participaram. Uma delas era a Britânica Divina Galica, que em sua passagem pela Fórmula 1 entre 1976 na equipe Surtees-Ford e 1978 com a Hesketh-Ford participou dos treinos para 3 Grandes Prêmios, não conseguindo se classificar para nenhum deles.

Má oê, Lombardi!!

Lella Lombardi
A outra mulher na ocasião, que também não se classificou, foi a italiana Lella Lombardi. Ela esteve na F-1: Entre 1974 e 1976, competindo pela Brabham, March Ford e Willians. Lella fez história ainda por outro motivo: Até hoje permanece como a única mulher a pontuar na história da Fórmula 1, que conseguiu meio ponto por chegar em 6° lugar. Detalhe: O 6° lugar valia 1 ponto, mas a corrida em questão teve que ser cancelada antes do seu fim, e todos os pilotos receberam metade do que receberiam se tivessem corrido até o fim.





This time for África

Desiré Wilson
Diga de bate e pronto o nome de um africano que correu na Fórmula 1. Eles são tão raros quanto as mulheres. Desiré Wilson, natural da África do Sul, conseguiu unir as duas coisas. Essa é o tipo de pessoa que não tem sangue, e sim aditivo. Filha de um campeão de motociclismo sul-africano, a moça não teve muita sorte na Fórmula 1. Ela mesma pode te dizer como foi a experiência que teve na principal categoria do automobilismo mundial:

“Foi o fim de semana mais decepcionante da minha vida”
  
Ironicamente, ela entraria para a história como a única mulher a vencer uma corrida com carros de Fórmula 1, ao sagrar-se vencedora da etapa de Brand's Hatch, parte de um evento paralelo apelidado de Aurora F1. A corrida, no entanto, não valia oficialmente para o campeonato, fazendo com que ela saísse da categoria 1 sem  um pontinho sequer para contar a história. No entanto, uma das arquibancadas do circuito de Brand's Hatch foi rebatizado com o seu nome, como forma de homenagem.


Amati a ti mesmo

A última mulher a correr na Fórmula 1 foi provavelmente a mais polêmica. De personalidade forte, Giovanna Amati comprou briga com muitos pilotos, falou tudo que tinha que falar e, segundo venenosos e jamais confirmados boatos, deu uns pegas no ex-piloto Niki Lauda e no manda chuva Flávio Briatore.
Giovanna Amati

Amati chegou a tocar em um dos assuntos que, com certeza, você tem curiosidade: O preconceito dos outros pilotos com relação a ela. De forma resumida, ela afirma que  “Com frequência me via obrigada a trocar as cores do meu carro de uma corrida para outra, para não ser reconhecida na pista. Os homens não aceitavam ser ultrapassados por uma mulher, e alguns preferiam bater a perder a posição”.

Na Fórmula 1, participou de 3 GP's pela Brabham, mas não conseguiu se classificar para nenhuma das 3 corridas e foi substituída, sendo forçada a seguir carreira em outras categorias.



Já se foram 18 anos desde a última mulher na Fórmula 1. Com o aumento súbito de mulheres em categorias ao redor do mundo, algumas delas conseguindo grande destaque, a tendência é que esse tabu seja quebrado muito em breve. Dizem à boca pequena que Danica Patrick já recebeu um convite para mudar de categoria, recentemente.

Nos resta torcer. Quem sabe não veremos até alguma brasileira, como a Bia Figueiredo, disputando a pole-position com o Fernando Alonso?  

2 comentários:

  1. Para falar a verdade, eu morria e não sabia que mulher pode sim participar das corridas de F1 :S

    Fato interessante, que pode ser mudado daqui um tempo, como ha um tempo atrás não havia piloto negro...
    Quem sabe um dia essa historia nao muda? Enquanto não vamos nos pegar fazendo as velhas piadas de mulher ao volante, e pilotando apenas fogão.

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  2. Mulher au volante ja nao é tao perigoso como antes mas a beleza femenina sempre vence em qualquer modadalidade. Em 1959 (tinha eu 7 anos) a minha tia ja fazia corrida de automovél em Luanda Angola num mercedes benz SL da época. Mais ...minha tia conduzia muito bem e xingava os homens que faziao besteira. abracos. É sim ...eu sou homem.

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