terça-feira, 17 de abril de 2012

Anne Bonny: A rainha dos piratas

Hoje em dia as mulheres podem fazer muitas coisas. Elas podem trabalhar (e a diferença no salário de homens e mulheres que desempenham a mesma função está caindo, cada vez mais), podem votar, podem ser chefes de família, isso sem contar as coisas que elas sempre puderam fazer e os homens não, como gerar filhos no próprio ventre ou usar vestido (não que muitos homens realmente queiram fazer essas coisas). Elas tem até um dia exclusivo delas. Aliás, um não, dois (o dia da mulher, e o dia das mães).

Mas nem sempre foi assim. No passado, as mulheres não podiam fazer quase nada. Nem trabalhar, nem votar, nem sequer dar um chute no traseiro daquele safado fedorento que se dizia marido dela, mas não a tratava com o mínimo respeito. Uma mulher não podia nem sequer ser criminosa. Bom, pra sorte de vocês, minhas amadas, e também pra nossa sorte, meus queridos, houveram mulheres como Anne Bonny.
Mulheres que simplesmente olhavam pros homens que lhes diziam o que fazer, davam de ombros, iam lá e faziam o que lhes desse na telha, sem dar a mínima para as conseqüências, tabus ou frescuras quaisquer. E se Anne Bonny não aparece nas páginas do seu livro de história como mais uma heroína na luta pela igualdade dos sexos, isso se deve exclusivamente ao que deu na telha dela: Ser uma vilã. Uma pirata, pra ser mais preciso.


E uma garrafa de grogue!

Estamos condicionados a atribuir aos piratas uma porção de estereótipos. Isso se deve ao cinema, TV, livros, e principalmente, às paródias, como aqueles episódios do Chapolin onde os piratas aparecem bem caricatos. Parte dessa imagem realmente tem raízes históricas, e outra parte dela é puro fruto da imaginação de algum autor do passado, que levou os que vieram depois dele no embalo.

Entre as falácias, a mais óbvia é o mito dos tesouros escondidos em ilhas desertas: Por que alguém enterraria um tesouro riquíssimo numa ilha distante sem ao menos ter esperança de estar vivo, literalmente, no dia seguinte? Um pirata não tinha uma expectativa de vida muito longa, e de fato, o que eles ganhavam em seus roubos, eles costumavam gastar o mais rápido possível. Não há muita lógica em planejar o amanhã quando o amanhã, muito provavelmente, corresponde a um caixão (e isso se você tiver sorte de ter um caixão). Além da morte, outro destino comum dos piratas era perder uns pedaços, mas continuar vivo. Quando o único jeito de salvar alguém era amputar o membro ferido, era acionado o profissional competente para realizar a operação. E esse profissional é exatamente aquele que você está pensando, se você for um sujeito esperto: O açougueiro. Uma tripulação pirata raramente teria um médico à bordo, então, o jeito era apelar pro cara mais acostumado a fatiar por ali. Desnecessário dizer que quase ninguém sobrevivia. Os que sobreviviam tinham direito a uma pensão (muito boa pros padrões da época) que os ajudavam a seguirem suas vidas. E em geral, substituíam o membro com algum objeto que quebrasse o galho (próteses tão improvisadas quanto o cirurgião). Podia ser uma perna de pau, ou um gancho, ou um tapa olho, o que torna esse estereótipo uma meia verdade: Um pirata com uma perna de pau muito provavelmente seria uma pirata “aposentado”.

É óbvio que pra sujeitarem-se a uma vida com tantos riscos, navios piratas não costumavam ser um ambiente recheado de coroinhas. Quem estava lá, em geral, eram homens que nada tinham a perder. O estereótipo do pirata violento e ganancioso pode ser entendido como verdadeiro. A famosa caneca de ferro lotada de rum também pode ser encarada como um relato histórico, embora o rum não fosse tão puro quanto geralmente é mostrado: É mais provável que os piratas preferissem grogue (que é uma bebida feita à base de rum, com um pouco de água e açúcar) ou a boa e velha cerveja. Aquela bandeira maneira, a Jolly Roger, da caveira com os ossos cruzados, também é um relato real, em partes: Cada navio pirata tinha a sua própria Jolly Roger, mas a maioria seguia o mesmo esquema. Aliás, na maior parte do tempo em que o “reinado” dos piratas durou, as bandeiras mais comuns não tinham dois fêmures cruzados como as que vemos nos filmes (essas ficaram populares bem mais tarde), e sim, um esqueleto inteiro, em pé, segurando uma arma quaisquer (em geral uma espada) e uma ampulheta, numa mensagem clara: Chegou a sua hora.


A Jolly Roger dos piratas na fila do INSS
 E embora a maioria vivesse nas sombras, os piratas também não eram, sempre, 100% ilegais: Alguns piratas eram patrocinados pelo governo, para roubarem ou atacarem embarcações de outros países, por motivos diversos. Esses, quando capturados pelo país que sofria os ataques, eram julgados com menos rigor, desde que provassem que estavam amparados em suas atitudes pela sua pátria (isso geralmente era feito com uma carta escrita por uma autoridade)

E como em tudo que demande mais de uma pessoa trabalhando em conjunto para dar certo, os piratas também tinham seu código de conduta. Cada embarcação tinha o seu, mas os pontos principais costumavam ser parecidos, não tolerando covardia, traição, desonestidade (entre eles mesmos, claro) e outras coisinhas básicas para um convívio o mais harmonioso possível. E isso nos leva a outro mito, a tal prancha: Só existe um registro confiável de piratas que fizeram alguém andar sobre a prancha. Na verdade, as punições reais geralmente terminavam com “será abandonado em uma ilha deserta, tendo direito a uma arma contendo apenas uma munição”, podendo a ilha ser substituída por “um bote a deriva em alto mar”.

Unânimes eram, no entanto, os códigos de conduta dos piratas, quanto a um ponto: Mulheres e crianças não eram permitidas a bordo. E foi nesse ambiente machista e cruel que aquela filha bastarda de um advogado resolveu entrar...

Piratas do Caribe

Como quase tudo em sua vida, não há muitos documentos que comprovem as origens da moça, mas a versão mais aceita é a de que Anne teria nascido em Kinsale, na Irlanda, fruto do relacionamento extraconjugal de um advogado com sua empregada. A mãe de Anne morreu pouco tempo depois do seu nascimento, e a menina, ainda bebê, foi levada para o Novo Mundo por seu pai, possivelmente Willian Cormac, que ao chegar na América desistiu da carreira de advogado e se tornou mercador na cidade de Charlestown, na Carolina do Norte. E Anne, aparentemente, jamais foi o docinho de coco que a sociedade da época esperava dela: Os primeiros registros notáveis da jovem Bonny referem-se ao episódio em que a menina esfaqueou uma empregada, aos 14 anos, e a uma tremenda surra que a jovem lady teria dado em um “coleguinha de classe”, aos 16. Esse segundo incidente teria deixado o menino, ou a vítima, se preferir, no hospital por mais de um mês! A história dá conta de que a mocinha quebrou a cara do pobre rapaz usando apenas os seus próprios punhos como arma, e assim que o infeliz caiu desacordado, Anne teria pegado uma barra de ferro e continuado a golpear o corpo jogado no chão até que fosse contida. Ambas as histórias, no entanto, não estão bem documentadas (embora seja quase certo que tenham ocorrido, cabendo a nós duvidar - ou não - apenas dos detalhes).

Também não é muito certa a veracidade da história que afirma ter sido Anne a culpada pelo incêndio da plantação do seu pai, uma suposta represália ao fato de ter sido deserdada. Anne teria ficado furiosa, junto com seu marido, James Bonny, um marinheiro pobre (e pirata nas horas vagas) que se casou com ela esperando a herança. E ficou a ver navios (mais tarde, James ficaria a ver navios de forma mais literal)...


Anne Bonny, em uma versão até bonitinha...

Embora essa história seja a mais duvidosa das três, parece certo que algo tenha acontecido e Anne e seu marido mudaram-se para Nassau, nas Bahamas, sem levar consigo nem um tostão oriundo da plantação. Lá, James voltou a ser pirata, ao mesmo tempo em que tornou-se informante do governo. E Anne ganhou fama de promíscua...

A primeira dama dos sete mares

 
Em suas idas e vindas às tabernas da cidadela, que naqueles tempos havia se tornado um verdadeiro covil pirata, Anne conheceu John Rackham, mais conhecido pela alcunha de “Calico Jack”, capitão da trupe pirata conhecida como “The Revenge” (“A Vingança”). Algum tempo depois, ambos já estavam apaixonados. E James? Bom, ao que parece, depois de usar sua influência para que Calico Jack fosse perdoado por seus crimes passados, o coitado perdeu a serventia, e Anne deu um pé no traseiro dele. Anne partiu então para uma inusitada vida de pirata, amparada pelo seu novo marido, que viu nela uma “virilidade” incomum mesmo se comparada aos homens da tripulação. Muitos historiadores divergem com relação a um ponto: Se o capitão Jack Rackham teria contado imediatamente à sua tripulação que eles teriam a companhia de uma mulher em suas batalhas, ou se os mesmos teriam descoberto sozinhos, com a convivência. Entretanto, ao que tudo indica, essa versão em que um belo dia um dos piratas olhou pra ela, coçou a cabeça e gritou espantado “Eita, esse cara tem seios!” foi obra de algum escritor tentando dar uma enfeitada a mais na história.

Se de fato existiu tal farsa, não pode ter durado muito, pois Anne Bonny e Jack Rackham supostamente tiveram um filho, que teria nascido em Cuba. O que aconteceu com essa criança? Ótima pergunta. Alguns historiadores afirmam que o bebê foi abandonado. Outros dizem que foi deixado com amigos do casal. Mas posso afirmar que a resposta mais correta é: Não sei, e ninguém sabe ao certo.

O certo é que Anne jamais levou a criança consigo em sua vida de pirata (afinal, já era uma transgressão ter uma mulher a bordo, imagine ter uma mulher e um bebê). Anne, por sinal, não tinha muito o perfil de mulher que alguém em sã consciência deixaria cuidando de uma criança: Ela ficou conhecida como a pessoa mais agressiva, cruel, sádica e impiedosa de toda a tripulação. Lembre-se que estamos falando de uma tripulação de piratas chamada “A Vingança”, e daí você pode tirar suas próprias conclusões do quanto é preciso pra ser considerado insanamente maldoso pelos membros de uma turma dessas. Anne era o tipo de pessoa capaz de fazer até uma hiena chorar e pedir o colo da mamãe. Talvez o próprio fato de ser uma mulher num ambiente recheado de homens malvados a fizesse agir da forma mais agressiva possível afim de se afirmar tão “cabra macho” quanto os demais, ou talvez essa já fosse a personalidade nativa dela (o que pode ser atestado pelo seu comportamento na adolescência), ou talvez ainda, fosse uma mistura de diversos fatores, mas o certo é que se levarmos em conta o que está registrado nos depoimentos, tanto de companheiros de tripulação quanto de prisioneiros que por ventura escaparam com vida, Anne muito provavelmente receberia o diagnostico de psicopata, se fosse viva hoje em dia. Mas não era a única.

Onde cabe uma, cabem duas...

Anne não foi, sempre, a única mulher da tripulação. Depois de um tempo, Mary Read juntou-se a ela, tanto na tripulação da The Revenge, quanto na história, como uma das mais famosas piratas de todos os tempos. Novamente, temos uma história romantizada ao extremo aqui: É bem conhecida a versão em que Anne, durante o ataque a uma embarcação, teria ficado impressionada com um homem, pela sua maneira de lutar e pela sua beleza (!?), poupando sua vida em troca deste aceitar fazer parte da The Revenge. Um tempo depois, para a surpresa de todos, aquele marinheiro teria assumido ser na verdade uma mulher. Essa versão, que parece oriunda do mesmo autor criativo que também “disfarçou” Anne de homem, dificilmente é verdadeira.

Anne Bonnie e Mary Read
Anne e Mary provavelmente se conheceram em terra mesmo, e os motivos reais pelos quais Mary fora convidada a fazer parte da nau é incerto e envolto num nevoeiro de mentiras, chutes, boatos e exageros, indo desde uma atração homossexual da parte de Anne por ela, até uma atração por parte do próprio Calico Jack. O mais provável, na verdade, é que Mary fora convidada simplesmente por ser tão insana quanto Anne, e por ter se tornado amiga desta. Uma delas sozinha já era terrível, mas a maneira como as duas “cuidavam dos negócios” juntas era vista como simplesmente aterradora por quase todos da tripulação – consta que muitos piratas reclamavam até de pesadelos constantes envolvendo a dupla.

Mary provavelmente tinha, mesmo, o costume de lutar disfarçada de homem, costume que ela teria adquirido desde pequena, quando sua mãe a disfarçava de menino para que ela pudesse trabalhar. Essa prática era algo que Anne nem sempre se dava ao trabalho de fazer. Em combate, ambas eram tão perigosas quanto os mais hábeis piratas da tripulação, ou até mais, sendo extremamente mortais com suas espadas, pistolas, ou a arma que escolhessem. Mary mais tarde se apaixonaria por um dos piratas da tripulação e se casaria, também. E foi mais ou menos nessa época que um problema crônico se tornou evidente: Calico Jack era um péssimo comandante.

Capturada, presa, e depois?

A despeito de chutar o código de conduta que ele mesmo elaborara pro alto, Calico Jack era um capitão que jamais teria ficado famoso se não fosse o próprio fato de lotar seu barco com mulheres mentalmente desequilibradas. Sua tripulação jamais serviu um grande império, ou roubou mais do que navios mercantes de pouca relevância e praticamente indefesos. Era apenas mais um barco pirata comum, com uma tripulação modesta e poucos recursos, desses abundantes nos mares daquela era de ouro da pirataria, especialmente no Caribe. Estaria apagado da história se não fosse por Anne e Mary.

E não sendo um capitão brilhante, acabou acontecendo o óbvio, e ele foi pego. A estratégia usada para pegar a tripulação foi simples: Esperar eles roubarem um barco quaisquer, segui-los e cercá-los naquela mesma noite, prendendo-os quando estivessem comemorando, e caindo de bêbados. Deu certo, e a tripulação praticamente não ofereceu resistência alguma quando foram cercados em águas próximas à Jamaica. Exceto por duas pessoas...


Anne Bonny e Mary Read não apenas recusaram-se a se entregar, como teriam ficado completamente revoltadas ao ver a tripulação - e o capitão Calico Jack Rhackham - inertes diante daquela situação desesperadora. Conta-se que Anne ficou tão furiosa que, em determinado momento, virou-se e começou a atirar nos seus próprios companheiros. Mais tarde, Anne ganharia o direito de assistir a execução do seu marido, e as últimas palavras que ela lhe disse não foram um “Eu sempre vou te amar s2” ou algo do tipo, e sim, um extremamente sincero “Eu realmente sinto muito em te ver aqui, mas se você tivesse lutado como homem, não morreria como um cachorro”. O fato é que, sem reagir de forma efusiva, a The Revenge acabou capturada e todos os seus integrantes foram sentenciados a morte.

Menos as duas moças, que, num primeiro momento, alegaram estar grávidas. Como a idéia das duas coincidentemente estarem gestantes ao mesmo tempo parecia história pra boi dormir, adiou-se a execução delas para que essa conversa fosse averiguada. Acabou que era verdade, e tanto Anne, quanto Mary, não podiam ser executadas, pelo menos não enquanto os seus babies não viessem ao mundo. Foram parar atrás das grades. E é nesse ponto que a história termina, sem um final muito claro.

Mary morreu na prisão, de febre, graças as péssimas condições de vida da cela em que foi jogada, antes o nascimento do seu filho (algumas fontes interpretam que os documentos, de informações um tanto quanto vagas, afirmam que a morte de ambos, mãe e bebê, teria ocorrido durante o parto). Bem ou mal, pelo menos sabe-se que ela morreu. Já Anne...

Não há nenhum registro do que aconteceu com Anne Bonny. Está documentado apenas que ela passou, mesmo, alguns meses na cadeia. E a história termina aí. Antes do nascimento do seu segundo filho, antes dela fugir, antes dela morrer, antes dela ser executada, antes de acontecer qualquer coisa. A história de Anne simplesmente acaba de repente, como se alguém tivesse tirado o brinquedo do jogo e guardado numa gaveta. A última informação que se tem é que ela estava esperando seu filho nascer no xadrez e pronto, acabou. Daí pra frente, o que se sabe é o que o povo sabe, ou o que o povo acha que sabe. Entre mil e uma histórias, você pode escolher se acredita na versão que diz que ela morreu doente, que ela escapou por um túnel, suicidou-se, voltou a morar com James Bonny, juntou-se a outro bando de piratas, ou qualquer outra das centenas de versões para o fim que aquela mulher teve. A teoria mais famosa é a de que seu pai teria usado sua influência para tirá-la da cadeia, e a levou de volta para a Carolina do Norte, onde Anne teve seu filho e, lição aprendida ou não, teria vivido o resto dos seus dias, anônima, tentando ser o mais discreta (e calma) quanto possível. A favor dessa versão, estão alguns documentos que atestam o casamento de uma mulher chamada Anne, com a mesma idade estimada da Anne famosa, e um homem chamado Joseph Burleigh, e os posteriores registros de nascimento dos oito filhos do casal. Se esses documentos realmente se tratarem da mesma Anne, nossa anti-heroína teria morrido no dia 25 de Abril de 1782 na Carolina do Sul.

Bonne Jenet, personagem do game Fatal Fury,
é uma das muitas personagens fictícias
 baseadas em Anne Bonnie
 
Anne pode até ter apagado os registros do destino que teve depois da pirataria, mas nunca conseguiu apagar seu nome da história. Se o seu exemplo de matadora, torturadora, beberrona e até promíscua não é dos melhores, Anne tem ao seu favor o fato de ter sido uma das primeiras mulheres a bater o pé e dizer “não é só por que eu sou uma mulher que eu não posso!”. Se ela não foi tão heróica quanto Joana D’arc, nem uma feminista como Virginia Woolf, ela ainda guarda uma semelhança fundamental com os grandes nomes da luta pela igualdade de direitos entre os sexos: Nunca deixou homem nenhum dizer o que ela devia, ou não, fazer, usando a frase “você é mulher” como justificativa. Nem que pra isso ela tivesse que enfiar uma faca na goela de alguém... E não, isso não faz dela uma heroína. Mas se não fosse isso, esse blog teria uma história interessante a menos pra contar, e a ficção não teria uma personagem tão boa para se inspirar...







Livros que podem ser interessantes para quem gosta do tema (infelizmente, todos em inglês, e não sei quais deles tem versão em português):

Cawthorne, Nigel. A History of Pirates: Blood and Thunder on the High Seas. Edison: Chartwell Books, 2005.


Defoe, Daniel (writing as Captain Charles Johnson). A General History of the Pyrates. Editoed by Manuel Schonhorn. Mineola: Dover Publications, 1972/1999.

Konstam, Angus. The World Atlas of Pirates. Guilford: the Lyons Press, 2009

Rediker, Marcus. Villains of All Nations: Atlantic Pirates in the Golden Age. Boston: Beacon Press, 2004.


Woodard, Colin. The Republic of Pirates: Being the True and Surprising Story of the Caribbean Pirates and the Man Who Brought Them Down. Mariner Books, 2008.



2 comentários:

  1. É uma revolta "feminista" muito mais maneira que a tradicional xD
    E ela era um dragão horrível, pq pra conseguir lutar com homens tinha q ser bem forte e grande né lol

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  2. Concordo com o Rhamon,a bicha devria ser MEDONHA...
    Ahhhh meu...você é demais...já conhecia meio que a história,mas agora sim posso dizer que estou informada.
    Texto cativante e informativo!
    bju

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