terça-feira, 15 de março de 2016

A falácia do elo perdido

Se existe uma coisa irritante sobre as pessoas que por algum motivo "negam" a teoria da evolução, é isso: A falácia do elo perdido.
"Não há provas de que o Ser Humano e os macacos tem um ancestral em comum, nunca acharam o elo perdido".
Como assim galera? Por falta de um, tem uma coletânea. Com todas as características que vocês possam querer. Cara de macaco e postura ereta? Tem. Anatomia quase humana, mas excesso de pêlos e outras características não humanas pelo corpo? Tem. Várias espécies hominídeas com cérebros cada vez maior em intervalos cronologicamente sequenciais? Tem, pra escolher.
O que as pessoas querem?
Essa falácia se sustenta porque é vaga. Até determinado ponto a pessoa pode dizer que "isso é só mais um primata qualquer, isso não se parece com um humano". Depois desse ponto, a pessoa já pode pular pra "Isso é um humano, claramente. Primitivo mas humano. Não é um macaco".
Ou seja: Ao gosto do freguês, pode-se facilmente pular o elo perdido.
Porque ele, de fato, não existe.
É como o relógio: Qual horário é o elo entre as 23:00 e as 00:00?
Não é 23:59. Porque antes do 23:59, precisou haver as 23:58 e assim por diante. A evolução funciona assim, um passo pequeno de cada vez.
Elo perdido pra vocês é o Charmeleon, entre o Charmander e o Charizard. Fora do Pokémon isso não existe.
É uma falácia. Uma covardia argumentativa. 
Não caiam nessa.

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