quarta-feira, 30 de março de 2016

O dia que a aluna travou (o pescoço)

História que rolou na escola, e seria cômica se não fosse trágica. 
Adolescentes são difíceis.
Uma aluna do segundo ano do colégio (não é uma das minhas turmas e aqui vale a ressalva: Essa história eu não presenciei desde o começo, então os primeiros parágrafos são baseados nos relatos que ouvi) talvez seja a aluna mais difícil da escola. Geniosa, teimosa, petulante, vai pra escola com roupas que definitivamente não são adequadas para isso, etc, etc, etc.
Mas ela é meio estabanada. Mesmo eu que não sou professor dela já reparei nisso nos corredores (até porque a dita cuja faz questão de ser vista). Ela se move com movimentos bruscos, desnecessários por vezes, de uma forma bastante hiperativa. Essa informação é importante para a história.
*imagem meramente ilustrativa*
Eis que a professora entra na sala e a menina está de costas, sentada na cadeira na mesma posição que a moça no começo daquela cena no filme "Flashdance" (se você viu o filme, sabe a cena e a pose), falando alto.
- Fulana, olhe pra frente
- Já vai professora (sem nem olhar pra trás)
- Fulana, agora
- Já to indo professora (ainda virada)
- Fulana... AGORA.
Nisso a menina se vira num único movimento brusco, toda espivetada, estabanada, desengonçada.
E dá um grito. Um grito seco, um grito de dor, forte que pôde ser ouvido até lá de fora, na quadra.
E para, fica imóvel, com o pescoço virado para trás:
- Professora, socorro! Não consigo mexer meu pescoço!!! Emoticon cry
Sim, a menina tinha travado o pescoço na hora que virou.
Mas travou lindo. Travou demais. A menina ficou parecendo uma coruja ou alguma assombração de filme de terror. A cena era realmente assustadora, mas confesso, o combo (jeito que ela estava vestida + jeito que ela falava + posição em que ela ficou travada + como ela se meteu nessa) era daquelas situações que você fica apavorado, mas ciente que um dia vai lembrar daquilo e rir.
Quando a professora percebeu que era sério, já era tarde: O choro aos soluços (dela e de duas amigas que pareciam estar pior do que ela), as piadas na sala já tinham começado, a direção já havia sido informada, os professores de educação física chamados (sim, só pra ir lá e dizer: "não somos médicos. Liguem para um médico"), e claro, a aula já estava arruinada.
O procedimento lógico nessas horas é entrar em contato com os pais e chamar a ambulância. Mas o telefone para contato que a escola tinha, não atendia.
- Você tem o telefone da sua mãe ai?
- Não, minha mãe tá trabalhando, lá na Avenida Paulista Emoticon cry
- Você tem o telefone dela?
- Já falei que não Emoticon cry
- Certo, e o seu pai também está trabalhando?
- No bar
- Em qual bar?
- Sei lá, ele bebe em tantos, como eu vou saber em qual bar ele tá bebendo agora? Emoticon cry
A menina saiu da sala de aula numa maca, foi levada pelo Samu, direto pro hospital (conseguiram contactar a mãe dela, através de uma vizinha).
Moral da história: Sentem direito na cadeira.
Mantenham as informações de contato atualizados na escola do seu filho (a)

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