terça-feira, 2 de novembro de 2010

As melhores e mais horripilantes lendas do Brasil

   Quais lendas brasileiras você conhece? Saci-Pererê, Mula Sem Cabeça. Caipora e Curupira? Sempre que se fala em folclore nacional, essas e mais algumas lendas mais famosas geralmente são as primeiras e únicas a ser citadas. Mas o folclore brasileiro é muito rico, já que somos, por principio, um povo muito criativo. O problema é que o brasileiro em geral costuma dar pouco valor ou atenção as lendas que vem de seu próprio povo. Que tal conhecer ou relembrar algumas lendas um pouco menos famosas, mas que fariam a turma do Sítio do Pica Pau Amarelo morrer de medo? Aqui estão listadas algumas das lendas e mitos mais interessantes espalhadas pelo Brasil. Espero que gostem! 



A Pisadeira

Lenda muito comum no estado de São Paulo e boa parte de Minas Gerais. A Pisadeira é uma velha, muito magra, dedos compridos dotados de unhas sujas e enormes, descabelada, com pernas curtas e olhos arregalados assustadores. Sua função é... Pisar. Sim, daí o nome. Ela fica nos telhados a espreita, até o momento em que algum desavisado que acabou de comer acaba dormindo de barriga para cima. Ela então pisa no peito do infeliz, com muita força. A pessoa fica consciente, porém paralisada, totalmente incapaz de reagir a situação.

A Pisadeira muito provavelmente surgiu inspirada em situações de paralisia do sono, em que a sensação é basicamente a mesma que a descrita por alguém que supostamente foi atacado pela Pisadeira.


O Palhaço do Coqueiro.

Essa é uma lenda de Pernambuco. Um famoso palhaço certa vez teve um filho, que sonhava em ser um palhaço tão bem sucedido quanto seu pai. O problema é que ele não tinha o menor talento para a coisa, e acabou enlouquecendo e fugindo do circo, para nunca mais ser visto. Dizem que nas noites de lua minguante, ele (ou a alma dele...) sobe em algum coqueiro para contar piadas para a lua, que está lá sorrindo para ele. Ele seria totalmente inofensivo se não fosse  o seguinte detalhe:

Se alguma nuvem encobrir a lua, ele desce do coqueiro em busca de outra pessoa para fazer sorrir. Ao encontrar alguém, ele começa seu show de palhaçadas totalmente sem graça. E se a pessoa não sorrir, ele a mata. Simples assim...


A Carruagem de Ana Jansen

Ana joaquina Jânsen Pereira era uma comerciante muito rica naquele Maranhão do final do século XIX. E o que ela tinha de poderosa e influente, ela também tinha de perversa, dizem os relatos. Torturava seus escravos sem dó nem piedade, torturas muitas vezes ocasionando na morte deles. Com o tempo, seu nome passou a exercer muito medo em sua cidade, São Luís. Até aqui, sabemos que é tudo real, nada de lendário. Aqui começa a lenda da sua carruagem:

Algum tempo após sua morte, começaram a surgir muitos relatos de uma carruagem, puxada por cavalos sem cabeça e guiada por um escravo igualmente decapitado, que corria absurdamente rápido pelas ruas do bairro de Praia Grande, onde Ana Jansen morava. Diz-se que a carruagem leva a alma penada de Ana. E que se você estiver no caminho dela, deve rezar para que a alma da mulher seja salva. A menos que você queira receber uma vela de cera assim que for dormir, entregue pelo próprio fantasma. Vela que se tornará um osso humano, assim que o dia raiar...


Cabeça Satânica

Comum em várias regiões do Brasil, é inspirada em uma lenda européia. Descreve uma cabeça flutuante, frequentemente com olhos de fogo, gargalhando, que surge diante das pessoas em lugares escuros. Aparece de costas, e quando a pessoa se aproxima ela vira-se, para assustá-la. Ser tocado pela Cabeça Satânica representa o fim: É certo que a pessoa adoecerá e morrerá em pouco tempo.

Ela pode ainda voar pelas ruas da cidade, sem um rumo específico, e parar em frente a uma casa aparentemente aleatória. Quando isso ocorre, é sinal de que algum morador da casa morrerá em breve.

O único jeito de proteger-se é colocar uma cruz feita de palha de Domingo de Ramos na porta de casa. E mesmo assim pode não funcionar...


Corpo Seco

Muito comum no interior de São Paulo, mas também presente por quase todo o Brasil e até em alguns países africanos de língua portuguesa, a lenda fala sobre um homem que batia na própria mãe. Quando morreu, foi rejeitado por Deus e pelo Diabo. Até a terra o rejeitou, jogando seu corpo para fora da tumba! Desde então, como não tem onde descansar em paz, ele “vive” por aí, vagando sem rumo certo, agarrado as árvores (que secam assim que ele as solta), esperando alguém distraído passar para poder chupar o sangue da pessoa como se fosse um vampiro, e retardar assim o próprio desaparecimento.

Provavelmente foi dessa lenda que surgiu o ditado que diz que “quem bate na mãe fica com a mão seca!”


Negrão do Caixão

É a menos famosa entre as lendas aqui citadas. Essa lenda paranaense começa, como tantas outras, com um fato verídico: Muito tempo atrás a Vila de Morretes, no litoral do estado, era habitada basicamente por mineradores. Afim de esconder os baús repletos de ouro, eles assassinavam um escravo, e a cova do mesmo era usada para demarcar o lugar onde o tesouro estava enterrado. Aqui começa a lenda: Dizem que houve um senhor que jamais voltou para buscar o tesouro, deixando a alma do escravo encarregado de ser o guardião do baú, carregando-o nas costas pela eternidade...

Dizem que em noites escuras é possível deparar-se com a pobre alma, a procura de alguém que lhe tire o peso das costas. Ao encontrar o escravo, não deve-se entrar em pânico, e sim perguntar o que ele leva no baú. Ele responderá que trata-se de ouro e o oferecerá para a pessoa, afim de livrar-se desse peso.

A pessoa que aceitar ficará com toda a fortuna, em troca de algum sacrifício que a alma irá propor. Se o sacrifício não for cumprido, a pessoa terá que carregar o baú nas costas por toda a eternidade. O mesmo vale se a pessoa conseguir cumprir o sacrifício, porém, não conseguir gastar todo o tesouro em vida.


Quero ver como vou dormir hoje, depois de escrever essa postagem...

4 comentários:

  1. De agora em diante eu vou começar a deixar comentários, e se esquecer, pode me cobrar!
    Gostei bastante do post, e tu acertou, não me assustei, hehe. Mas tive um preferido, que foi o da Ana.

    ... E paralisia do sono me dá medo.

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  2. Gostei bastante heheheh, não conhecia a pisadeira, mas tem varias equivalentes a ela em culturas diversas, todas para explicar a paralisia do sono, lembro quando eu descobri que isso que eu tenho era paralisia do sono(e ainda comentei no barzinho) hehehehehe, é realmente estranho,apesar de ter acostumado

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  3. nossa essas lendas deviam ser muito famosas, pois sao tao legais.

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  4. Realmente é muito bom gostei de todas, mais a minha favorita é a da anamais eu já ouvi algum parecido, da não sei o que das almas pesadas, que saem do cemitério cantado e se ver tem que césar se não entrada a mesmo vela a única diferença é que depois que se recebe a vela você morre

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