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sábado, 16 de fevereiro de 2019

O Diabo Disse Não (filme completo)


Não galera, eu não entrei pro ramo de pirataria de filmes e não vou colocar 400 pop-ups no blog.
Esse filme pertence ao domínio público na verdade, e até por isso estou apenas linkando um vídeo que está no YouTube ao invés de postar um torrent maroto e safado haha.

O motivo de eu estar postando-o aqui no blog é simples: Adoro esse filme e acho que mais pessoas deveriam conhece-lo. Quando me perguntam sobre meu filme favorito, é o primeiro que eu me lembro, e logo depois costumo citar "It's a Wonderful Life" ("A Felicidade Não Se Compra") que também é incrível.

Mas a estrela dessa postagem é o "Heaven Can Wait" ("O Diabo Disse Não"), um filme de 1943 sobre um sujeito que está tentando se livrar da danação eterna no Inferno, mas parece ter dificuldades em convencer o diabo (e a si mesmo) que não merece o castigo.
Obra prima, que você pode ver online e legendado abaixo no YouTube (isso se o Google não encasquetar até com filme em domínio público por algum motivo né?).


quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Pokémon Go é o primeiro jogo da série Pokémon?

 Pokémon Go foi um dos maiores fenômenos envolvendo games que se tem notícia.
 Desde a "pokéfebre" do final dos anos 1990 / começo dos anos 2000, não se falava tanto de Pokémon

 Agora que a loucura parece ter se acalmado um pouco, talvez seja hora de falar sobre algo que nem todos se atentaram no jogo. Muito além das hordas de Rattata e Zubats, além dos CP e Lucky Eggs, existe uma informação chave em Pokémon Go que pode mudar a forma como você olha para os monstrinhos de bolso: Pokémon Go é o primeiro jogo da ordem cronológica da série. É onde todo o mundo Pokémon começou. 
 Prepare-se para conhecer a verdade por trás do mundo Pokémon e talvez, apenas talvez, daquilo que nos espera no futuro:

sábado, 14 de maio de 2016

O maldito Handicap do Fifa

Nota rápida: Recomendo essa trilha sonora para a melhor ambientação da leitura a seguir

Meu primeiro Fifa foi ainda no Mega Drive, Fifa 96. A capa com dois jogadores que eu não sabia quem eram (e até hoje não sei, embora já tenha pesquisado seus nomes) disputando a bola, a primeira vez que eu vi os nomes reais (da maioria) dos jogadores dos meus times favoritos, a primeira vez que eu vi que era possível jogar com os times brasileiros... O dia que eu comprei esse cartucho eu jamais vou esquecer.

Venho jogando games de Futebol a vida toda desde então (não só Fifa, joguei muitos outros, como as séries Virtua Striker e Winning Eleven, ou PES), mas em agosto de 2015 eu tomei uma decisão: Não vou mais comprar ou jogar esse tipo de jogos.

O motivo é bem simples: Ao invés de me divertir jogando, eu estava era me estressando. Mais raiva do que com futebol real. Coisa de jogar o controle no chão e tomar prejuízo. E o motivo não é apenas minha falta de habilidade, é algo muito além disso. Seu nome, que causa calafrios naqueles que o conhecem, e descrença em tantos outros, também é o responsável pela maior polêmica do futebol mundial, e talvez a maior teoria da conspiração do mundo dos games: O Handicap da série Fifa (também conhecido como scripting). 

quarta-feira, 30 de março de 2016

O dia em que os Samurais visitaram a esfinge

A história parece absurda mas isso é uma foto real (colorida e corrigida digitalmente, claro): Samurais em frente a esfinge de Gizé, no Egito, em 1864.

Os samurais estavam em uma missão rumo a Paris para negociar o apoio da França ao fechamento dos portos japoneses, de forma que o país pudesse novamente entrar em isolamento comercial com as potências do ocidente (o isolamento havia sido quebrado na base da bomba mesmo, anos antes).
A missão pegou o atalho do Canal de Suéz, que conecta o mar mediterrâneo ao mar vermelho e permite que os navios viajem da Europa até a Ásia e vice-versa sem ter que dar a volta na África. Como o canal fica no Egito, a paradinha pra "selfie" era quase obrigatória.

A caminho, os homens designados para cumprir a chamada Missão Ikeda (em referência ao comandante da missão, Ikeda Nagaoki), passaram por vários outros lugares na verdade (estão documentadas paradas em Xangai e na Índia exemplo) e tiraram algumas fotos interessantes, mas nenhuma sobreviveu tanto ao tempo quanto essa, onde eles exibiam suas espadas, seu traje e chapéu tradicional, num cenário totalmente fora do contexto. A foto foi tirada pelo fotógrafo italiano Antonio Beato.

Reparem na ironia da situação: Uma missão diplomática para encerrar qualquer diplomacia com os outros países.

A missão, não por acaso, foi um fracasso.
Napoleão II disse aquele "não" bem gostoso aos japoneses, pois considerava Yokohama uma cidade chave para os interesses franceses na Asia.

O maior legado dessa missão, no entanto, é ainda mais curioso: Nagaoki, o líder da missão, ficou muito interessado no quanto a civilização francesa estava avançada e levou consigo muitos e muitos documentos e livros com conhecimentos daquele país - especialmente em física, biologia, manufatura e tecnologias de fermentação. Hoje ele é considerado o pai da vinicultura no Japão (sim, na prática o cara estudou tudo isso e abriu uma adega no final das contas :P )

quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

Ash Ketchum tem uma filha?

Isso pode ser bastante chocante se você teve uma infância na segunda metade dos anos 90: O desenho de Pokémon estava planejado pra terminar no primeiro filme (aquele que você chorou quando o Mewtwo transformou o Ash em pedra). Mas aqui vem a parte maluca: No final do filme seria revelado que tudo aquilo era uma espécie de flashback, com uma cena que mostrava a Misty, já adulta, terminando de contar pra sua filha (foto) a historia de como o papai Ash havia se tornado um mestre Pokémon e vencido a liga.

E isso não é boato ou simples teoria de fãs: Essa cena chegou a ser divulgada inclusive na televisão japonesa como parte do primeiro trailer do filme, que é de onde saiu a imagem que ilustra essa postagem. A coisa já estava tão avançada que o design da Misty adulta é praticamente idêntico ao que ela aparece como líder de ginasio no jogo Pokémon Gold & Silver, provavelmente não por coincidência ja que a história de G&S segue essa lógica (lembra do mestre no final do jogo?)

Mas aconteceu que nos meses que antecederam a estreia niponica do tal filme a febre Pokémon estourou ao redor do mundo, eles perceberam que talvez desse pra esticar o desenho por mais uma temporada ou duas ou mil e o resto é historia.

domingo, 26 de julho de 2015

A inteligência de Quake 3 Arena

Eu tenho uma teoria de que nada é inútil o suficiente pra que não haja um louco no mundo disposto a tentar.
Amigos, eu nunca deixo
meus amigos esquecerem do Quake 3 Arena, o jogo onde a gente ficava arrancando as cabeças uns dos outros no meu Dreamcast e pans.
Pois bem, um cara com tempo de sobra fez-se a si mesmo a seguinte pergunta: O que acontece se eu deixar esse jogo rodando sozinho, sem tempo limite? Ele criou um servidor, colocou o máximo de bots possível e saiu, deixando os bots lá se matando sozinhos.
Pois bem. 4 anos depois ele voltou pra ver o que tinha acontecido e... Os bots não estavam atirando mais uns nos outros! Estavam andando de boas sem atirar em nada. Os bots tinham meio que encontrado a paz! Emoticon confused_rev
Isso acontece porque a inteligência artificial do jogo sempre procura o melhor jeito de sobreviver o máximo de tempo possível, e inclusive registra estratégias que funcionaram pra usar depois, e descarta as que falharam. Com "infinitas" repetições, os bots começaram a ver que era melhor não atirar em quem não atirava neles... Até chegar um ponto onde ninguém atirava em ninguém. Emoticon confused_rev
Ah, quando o cara que fez o teste deu o primeiro tiro, todos os bots se voltaram contra ele na hora e o coitado virou uma espécie de leitão numa jaula de leões famintos.
Uma das experiências mais bizarras que já fizeram num jogo de tiro, mas curioso, e realmente impressionante do ponto de vista técnico. Sempre achei aqueles bots muito malandrinhos!

quinta-feira, 16 de julho de 2015

O Grande Crash dos Videogames: A história como ela realmente aconteceu.

Na cultura "internética" dos dias atuais, o jogo "E.T: The Extraterrestrial" quase sempre é visto como o grande Judas Iscariotes da história dos games: Graças ao imenso fracasso da adaptação do filme para um jogo no Atari 2600, a indústria dos games não resistiu e faliu. Uma indústria de US$ 10 bilhões num dia, movimentava menos de US$ 100 milhões no outro, e esse jogo foi, para a maioria das pessoas, um dos maiores culpados por essa tragédia.

Mas embora o jogo tenha mesmo fracassado e os cartuchos realmente tenham sido enterrados no deserto, a história de que E.T. foi o responsável pelo crash é muito mais mito do que realidade.

"Como assim cara, você está indo contra o que todos os outros sites, incluindo você mesmo, sempre falaram sobre isso". Sim, eu estou (e não, eu nunca coloquei a culpa nesse jogo), e mais do que isso, eu vou explicar pra vocês o que realmente aconteceu no verdadeiro "Ano que não acabou" da história dos games. O ano em que o Playstation e o Xbox quase morreram - décadas antes de nascerem.

domingo, 26 de abril de 2015

Estão Proibidos os Celulares Durante o Pênalti

 Pênalti pro meu time. Forma-se aquele clima inconfundível, que começa com uma euforia que muito se parece com a de um gol e vai, aos poucos, se transformando numa tensão e num silêncio quase fúnebre, a espera de um milagre bastante provável, do fato consumado do gol.

  Esse é o momento de concentração máxima. Não dos jogadores, e sim a nossa, dos torcedores. Todo mundo que torce sabe: Na hora do pênalti, o bom torcedor não vê nada, não ouve nada, não sente nada, exceto, talvez, suas batidas no coração e a voz do narrador. E era nesse estado de êxtase que eu gostaria de estar, mas uma coisa me incomoda, me tira o foco. Me deixa sem entender. Se eu estivesse em campo, não poderia cobrar o pênalti, não com aquele incômodo zumbindo na minha cabeça, ou melhor, brilhando diante dos meus olhos.

  Ao meu lado, frente e ao redor de mim, todos estão sacando seus telefones celulares e apontando suas câmeras para o campo, se preparando pra filmar o possível gol, ou pra apagar o vídeo no caso do atacante não estar no seu melhor dia, e sim meus caros, me chamem de rabugento, antiquado ou chato, ou todos os predicados que quiserem, mas eu acho isso um pé no saco.

 Ser torcedor é um exercício de irracionalidade, onde a razão se cala e o coração grita, vibra e as vezes para - mas geralmente volta, ávido pra ver o que vai acontecer a seguir. Mas tento ser racional pelo menos aqui: Por que, e pergunto apenas por que, um caríssimo companheiro de arquibancada (gostaria de usar "geraldino", pois gosto desse termo, mas não sou dessa época, infelizmente) precisaria filmar aquele momento, e justo aquele momento, o climax, ali no estádio, em que ele pagou pra estar e consequentemente, vivenciar ao máximo a experiência?

 Sei que na era do Facebook minha pergunta poderia ser respondida com um simples "Porque sim!", mas porque sim não é resposta, e se for, a pergunta foi mal formulada. Então, faço questão de reformular: Se você pagou pra estar ali, pra ver pessoalmente, pra ver a história acontecer ali diante dos seus olhos e ser parte da experiência, por que você precisa abrir mão disso tudo no momento mais importante e assistir tudo em uma tela de 4 polegadas?

 Enquanto penso nessas perguntas, o treinador adversário parece estar possuído por um demônio quaisquer, joga a garrafa de água no chão, aponta e gesticula pro quarto árbitro, anda em círculos. A moça um pouco mais abaixo na arquibancada não quer nem ver, esconde o rosto no ombro do namorado, e ali mesmo fica por um tempo, dando rápidas espiadas, como quem sabe que deveria ver, mas simplesmente não quer. O tiozinho da pipoca (posso chamá-lo assim? desconheço o termo politicamente correto pra esse simpático figurão dos estádios. Milho-descendente soa estranho) esquece que está ali a trabalho, deixa os clientes na mão e vira-se pro campo. Menos discretos e mais numerosos, os olhares de esperança e tensão se alternam na multidão, essa um monstro com rostos e muitos corações diferentes, mas afinados.

  Mas uma parte dessa multidão não viu nada disso. Ou viu, bem pequenininho ali na tela do Smartphone. Viu mas não viveu. Volto a me perguntar: Por que? Há dezenas de câmeras muito mais próximas da jogada, de grandes emissoras de TV, capturando cada piscar dos jogadores. E há o Youtube: Alguém ali vai colocar aquilo no Youtube depois.

  De repente, me vem a resposta: O "Eu estava lá!" do meu avô era nebuloso, era apenas uma história imprecisa, muitas vezes exagerada e frequentemente desmentida pela minha avó, mas que ele contava com uma imensa felicidade. O "Eu estava lá!" da nova geração pode ser o vídeo que ele mesmo filmou ali, e vai guardar por 40, 50 anos e mostrar aos netos - se conseguir tal façanha, o que eu sinceramente duvido. Guardar uma memória me parece mais fácil, claro, se for uma memória digna de nota, uma grande memória. Ela pode ficar imprecisa, e talvez mais charmosa, mas vai estar lá, e se estiver, valerá a pena ser contada. Me pergunto se nossos netos vão querer ver tudo o que nós gravamos com nossos celulares.

  Talvez a questão seja "Eu ESTOU aqui". É, acho que estou esquentando. Hoje em dia tudo é ostentação, inclusive uma diversão tão mundana quanto o futebol. Sim, há quem queira glamourizar o ópio do povo, o esporte das massas, e ir ao jogo não basta - tem que mostrar pra aqueles dois confidentes mais importantes: Deus e o Mundo.

  Eu também faço check-in ao chegar no estádio. E também tiro fotos - uma ou duas, antes do jogo começar, durante o intervalo ou hino, sei lá. Quando o jogo está parado. Com isso, as pessoas sabem que estou lá e pronto, podem curtir ou não curtir, fazer piadinhas dizendo que dou azar e todas essas besteirinhas que gostamos. Uma vez que estou lá, todos sabem que eu vi o pênalti em primeira pessoa, a menos que tenha ido ao banheiro. A mensagem que as pessoas querem passar seria: "Vejam! Eu não estava apertado na hora do pênalti!"?

  Não sei, acho que não. Retomo o foco.

  O artilheiro do meu time corre, bate e... GOLAÇO! Porque gol do meu time é golaço, até de pênalti! E eu comemoro, pulo, giro, grito, jogo os braços pra cima e depois os coloco na altura da cintura, dando um berro numa posição que em outra realidade me transformaria num Super Sayajin.

  Mas eu fui o único? Sim! Os outros em volta não puderam jogar os braços pra cima, porque é perigoso derrubar o celular. Nem gritar, pra não estragar a filmagem, o microfone tá virado pra boca deles afinal! Não puderam pular, pra não tremer a imagem. Não fizeram nada, só balançaram a cabeça e prontamente apertaram "compartilhar" e começaram a digitar tudo o que gostariam de ter feito, para logo depois disputarem o congestionado sinal da antena de telefonia mais próxima do estádio.

  Tudo para, possivelmente, dizerem que estavam lá. Uma mentira: Eles não estavam. O corpo estava, mas a alma deles estava em algum servidor no Vale do Silício.

  Entrar nesse mérito é uma batalha perdida. A nossa geração é só o começo. As próximas vão filmar, mais e mais e mais e viver menos e menos e menos, talvez com seus óculos e wearabes, mas assumidamente, e mais aceitavelmente, sem precisar olhar pra tela enquanto filma.

 Até lá eu vou continuar sendo o antiquado, que não filma, não tira o celular do bolso, e mais importante, não entende qual a graça que essa molecada vê nessas modernidades.


segunda-feira, 20 de abril de 2015

As revistas de games

 "Eu queria muito jogar esse game, mas tem que ter a revista!"

 Pros mais novos essa frase é totalmente sem sentido. Mas pra mim, e pra toda uma geração que viveu os anos 90, a época mágica em que os games deixaram de ser apenas uma busca por pontuações infindáveis e se tornaram mais e mais complexos, ela faz todo o sentido.

 Revistas como Ação Games, Videogame, SuperGame e Game Power (e mais tarde a fusão: Super GamePower) e Gamers eram, em fato, tão divertidas e aguardadas quanto os jogos. Não havia internet: Nossas informações gamísticas dependiam delas!

 Eram tempos melhores? Não, não eram. Eram tempos péssimos. Mas as memórias tendem a se embelezar e por isso sinto saudades daqueles tempos. Acho que todos sentem. E por sentir saudade, me aventurei a ler uma revista de Games bem antiga, e as coisas que eu encontrei lá valem a conferida não só pra quem é das antigas e está com saudade: Você, jovem gafanhoto que não viveu aquele tempo, ao ler esse post poderá me ver falar coisas que estão muito além da sua imaginação! Mas os que viveram podem concordar comigo: Sim, é tudo verdade!

segunda-feira, 23 de março de 2015

5 Figuras históricas que podem nunca ter existido

Esses caras são muito famosos. Esses caras mudaram o mundo. As histórias sobre esses caras foram marcos da história. Esses caras mexem com a imaginação das pessoas desde criancinhas. Mas é provável que esses caras jamais tenham existido.

Esse blog gosta de questionamentos, então apertem os cintos da nossa nave da imaginação (adoro esse analogia do Carl Seagan) e vamos viajar pelo tempo, pra conhecer um Top 5 de personalidades históricas que podem nunca ter existido:

1- Rei Arthur

Até esse Arthur era mais real hein
Todos conhecemos a história do Rei Arthur. Sim, o cara que foi lá, tirou a espada da pedra e virou o Rei da Inglaterra. Muito se discute se a história da pedra é real ou não, mas poucos questionam se ele realmente foi o responsável por vencer 12 batalhas seguidas e botar os saxões pra correr durante seu reinado, que teria ocorrido entre os séculos V e VI;

E isso é estranho porque as referências ao Rei Arthur não aparecem nos registros reais até o século IX. E em fato a primeira descrição clara sobre ele é o livro "History of the Kings of Britain", e data do século XII - 700 anos depois do seu suposto reinado.

Mesmo a imagem de um grande cavaleiro que Rei Arthur carrega só surgiu com o livro "Le Morte D'Arthur", de 1485, escrito por Sir Thomas Malory. Muitos historiados acreditam até que algumas histórias contidas nesse livro (que era uma grande coletânia de histórias antigas) sejam reais, mas poucos acreditam que tenham sido vividas pela mesma pessoa, principalmente pela pessoa chamada Rei Arthur.

A história de Arthur provavelmente foi inspirada em algum rei guerreiro da antiguidade - talvez algum imperador romano, mas é muito difícil saber ao certo.

2- Pitágoras

Palavrões serão proferidos por todos aqueles que tiveram dificuldade em aprender o teorema, mas na medida que se sabe que a fórmula que ele criou é bastante confiável, a existência de Pitágoras pode ser colocada em xeque.

Pitágoras supostamente foi um filósofo e matemático que viveu entre o século V e VI A.C., e todas as suas descobertas são muito bem documentadas, não apenas no campo da matemática como em, bom, praticamente tudo na vida, já que era basicamente isso que os filósofos gregos estudavam. Mas o mesmo não se pode dizer sobre a própria existência dele.

Todas as referências sobre Pitágoras vem de seus seguidores. "Como alguém que não existe pode ter seguidores?" você se pergunta, e eu também acho sem sentido. Mas o problema é que o que os seguidores escreviam sobre Pitágoras também era, digamos, incomum: Coisas como dizer que uma das pernas de Pitágoras tinha uma coxa feita de ouro ou que ele era o filho do Deus Apolo em pessoa. Não parece muito fiável pra mim.

Ainda que ele tenha existido, ironicamente Pitágoras certamente não descobriu seu próprio teorema (ou pelo menos não foi o primeiro). Os egípcios já utilizavam a fórmula muito tempo antes.

3- Homero

A Ilíada e A Odisseia de Homero são dois dos livros mais famosos de todos os tempos, e mesmo que você nunca tenha botado seus olhos em uma linha deles, não tenha dúvidas de que já se deparou com algumas das histórias diretamente retiradas ou inspiradas nelas - como a lendária cidade de Atlântida pra ficar num exemplo fácil. E isso coloca Homero na posição de provável escritor mais importante da Grécia antiga.

Um cara tão influente deveria ter sido bem documentado entre os séculos VII ou VIII A.C., quando supostamente viveu. Não foi o caso. O que se sabe é que ele foi um homem cego que nasceu na ilha de Chios e praticamente só isso.

"E foi assim que descobiram que a gente não existe..."
Mesmo o fato de suas duas criações terem saído da sua própria cabeça é digno de debate e muitos afirmam que na verdade não passava de uma coletânia de histórias que até então eram contadas oralmente - as quais Homero juntou e transformou numa narrativa coerente, o que por si só ainda é digno de mérito.

Mas na verdade o que parece mais provável é que a pessoa (ou as pessoas) que fez esse trabalho achou por bem atribuir essas histórias a um único autor, ao invés de apresentá-las como um quebra-cabeças montada por ela mesma, de modo a aumentar a credibilidade da obra. E assim nasceu Homero.

4- Robin Hood

Um dos mais famosos integrantes do folclore medieval, isso é fato. Mas a história do bandido que roubava dos ricos para dar aos pobres é baseada em uma pessoa real ou não?

Bom, as primeiras histórias sobre Robin Hood parecem ter surgido entre o século XIV e XV, mas sabe-se que naquela região conhecida como Sherwood Forest os bandidos eram chamados de Robehod ou Rabunhod muito antes - uma espécie de gíria local, o que já explica muita coisa.

Pra piorar o quadro, Robin Hood nos relatos mais antigos era descrito como um líder de uma gangue comum, que era admirado apenas por peitar o odiado cherife de Notthingham. Depois, com o passar dos anos e o telefone sem fio, foi ganhando traços mais nobres, e até amiguinhos do bem como Marian e Friar Tuck.

Mais do que qualquer outro nessa lista, historiadores estão tentando procurar evidências do verdadeiro Robin Hood a séculos - e até agora ninguém apareceu como candidato nem da forma mais remota possível. Desde o herdeiro de um rei até um cavaleiro templário, a verdade é que supostas origens para Robin não faltam. Mas com o passar dos anos, mais e mais historiadores se convencem que o arqueiro nada mais era do que um mito sobre a luta das classes pobres contra a opressão.

5- Licurgo de Esparta. 

Licurgo derruba uma lágrima masculina ao ler meu texto
Esparta não nasceu uma cidade-estado poderosa e temida onde os reis bombados chutavam seus inimigos dentro de poços aos berros. Não, e foi (segundo contam) um legislador chamado Licurgo o responsável pela dura reforma das regras que regulavam tudo em Esparta - do casamento à maneira como as crianças deveriam ser criadas - e claro, uma rigorosa e totalmente nova maneira de treinar os soldados de forma a criar a maior máquina de guerra daquele tempo.

Os historiadores normalmente concordam que a chamada Reforma de Licurgo existiu de fato. Mas é engraçado que os mesmos historiadores costumam ser céticos sobre a existência do próprio Licurgo. Na verdade, tudo que acontecia dentro de Esparta sempre foi meio nebuloso, não por serem os machões insanos dos filmes e muito mais pelo fato de que eles não registravam nada da sua história em papeis ou qualquer forma de comunicação escrita. O que se sabe sobre eles é basicamente o boca-boca que sobreviveu, os relatos (e muitos boatos) escritos por outros povos e outras fontes duvidosas - muitas delas contraditórias.

O que se sabe sobre Licurgo é repleto de situações mitológicas de forma parecida a que vemos com Pitágoras, e o mais provável é que os Espartanos tenham criado a figura de Licurgo apenas para atribuir sua cultura a um único criador lendário.

sábado, 14 de março de 2015

Por que a Europa se desenvolveu mais rápido que a América?

Por mais que a capital Azteca,  Tenochtitlan, fosse a segunda maior cidade do mundo (menor apenas que Roma.  Maior que Veneza e Paris) na ocasião da sua descoberta, e tivesse uma infraestrutura digna, era evidente que nunca contou com tanta tecnologia quanto as metrópoles européias e asiáticas.
Isso leva a uma pergunta: Por que as civilizações do velho mundo estavam na vanguarda tecnólogica em relação às americanas?

A resposta tem a ver com uma característica bastante humana: Compartilhamento de informações. E nisso a Eurásia tinha duas vantagens:

- A geografia: As maiores barreiras terrestres costumam ser montanhas. A Europa e Ásia tem suas cadeias de montanhas dispostas horizontalmente, de leste a oeste.  Isso é bom, porque significa que se você for seguindo ao lado das montanhas,  sem cruza-las, o clima permanece o mesmo, a duração do dia permanece a mesma e tudo o que você plantar ou pensar no extremo leste do continente deve servir no oeste.  Qualquer descoberta na China funcionava em Portugal.
Na América a história é outra e as montanhas estão dispostas de norte a sul. Isso é um problema, por que significa que o clima e duração do dia variam muito. Pode ser a Patagônia ou pode ser a Amazônia. Nem tudo o que era descoberto em Tenochititlan dos aztecas funcionava em Chichén Itzá (capital dos Maias).

- Os animais: Enquanto a Eurásia dispunha de cavalos e camelos, a América não tinha nada disso.  No máximo, lhamas, que não são tão fortes nem tão adaptáveis quanto suas contrapartes do velho mundo. Uma viagem de 500 km a cavalo é uma coisa. A pé, é outra. Carregando mercadorias então, piorava.

Por esses dois motivos, a Europa e Ásia trocavam informações muito mais rápido e de forma mais precisa que as Américas do Norte e Sul podiam sonhar em fazer.
A pólvora foi descoberta na China e 300 anos depois já tinha se espalhado pela Europa inteira. Nada assim seria possível na América.

De certa forma a Europa já vivia uma espécie de World Wide Web e a América se mantinha offline. Por isso era impossível competir.

sábado, 28 de fevereiro de 2015

Visão Facial

Os olhos humanos atualizam as imagens que vemos 60 vezes por segundo, e é nesse ritmo que vemos o mundo passar.
Essa velocidade é o bastante pra que joguemos tênis de mesa ou frescobol, mas como você já deve ter percebido,  é bem lento pra pegar um mosquito em pleno vôo -  tarefa que costuma não ser muito fácil.
Morcegos por outro lado utilizam seu sonar de duas formas: Normalmente,  a taxa de atualização é de 10 vezes por segundo, o que é bem lento e pode ser comparado a aquele passinho de música eletrônica onde os caras "dançam parecendo estar parados" ,  se é que você me entende. Mas quando ele está numa caçada,  ele pode chegar a atualizar as "imagens" 200 vezes por segundo - mais que três vezes a velocidade do olho humano e um pesadelo pra qualquer mosquito.
E é assim que um morcego enxerga melhor que você, e sem usar os olhos.
Falando em não usar os olhos,  algumas pessoas cegas conseguem utilizar uma forma bem rudimentar do sonar dos Morcegos para se locomover. Chamada de "visão facial",  o fenômeno foi um mistério por séculos até os cientistas descobrirem que essas pessoas conseguem andar tranquilamente pelo ambiente sem precisar dos olhos apenas ouvindo o eco dos seus passos e movimentos - e não por causa de algum dom sobrenatural.
Não que esse não seja um dom incrível né?

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

Lua e Sol do mesmo tamanho?

Coisas que ninguém para pra pensar: Se o Sol é milhares de vezes maior que a Lua, como a Lua tampa o Sol inteiro durante os eclipses?
A resposta contém uma coincidência raríssima no universo: O Sol é cerca de 400 vezes maior que o da Lua - mas ao mesmo tempo o Sol está cerca de 400 vezes mais distante da Terra do que a Lua.  Por isso, do ponto de vista de um observador terrestre, desde que esse observador esteja num ponto conhecido como penumbra (o lugar onde a sombra da lua se projeta na Terra. Uma posição na Terra no ângulo correto para observar o fenômeno)  os dois parecem ser do mesmo tamanho quando se alinham.
Essa coincidência é  bastante incomum e improvável.  No sistema solar,  a Terra é o único planeta onde isso acontece e por consequência é o único planeta onde pode-se assistir a um eclipse total do sol -  embora os eclipses parciais sejam um fenômeno bastante comum. 

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

10 Eternas Promessas Do Futebol

O Futebol é um esporte engraçado. É o esporte dos que foram, mas também, é dos que não foram. Na verdade, as vezes é muito divertido ficar lembrando daqueles que eram pra ter sido, mas no final, nunca foram, se é que você me entende.

Não que esse assunto seja novidade na internet, mas a verdade é que esse blog também é uma promessa que nunca deslanchou. Então por que não, um post sobre 10 grandes craques que ficaram só na promessa? É isso que está no cardápio hoje. Sirvam-se:

domingo, 18 de janeiro de 2015

Estamos em 2015. Estamos em De Volta Para o Futuro 2?

 Se você confirmou presença no evento do Facebook, provavelmente deve ter pelo menos parado pra pensar sobre como 2015 é diferente daquele que Marty McFly conheceu no filme "De Volta Para o Futuro 2".

 "Prever" o futuro é uma arte ingrata, por duas razões: 1 - uma hora o futuro chega; 2 - sempre vai ter alguém pra lembrar do que você disse.

 E cá estou eu para lembrar. Pra abrir o blog em 2015, nada melhor do que compararmos 2015 de De Volta Para o Futuro 2 com a 2015 real em que vivemos. O que aconteceu mesmo? O que está diferente?

sábado, 10 de janeiro de 2015

Sisifo

Sisifo:
Quando a Morte foi buscá-lo,  Sisifo elogiou sua beleza e ofereceu-lhe um colar. O colar na verdade era uma coleira, com a qual Sisifo amarrou a Morte e fugiu.
Ninguém morreu por algum tempo.

Hades, o Deus do Mundo dos Mortos, e Ares, Deus da Guerra, quando souberam da historia ficaram furiosos - eles precisavam dos serviços da Morte. A libertaram e mandaram que levasse Sisifo para o Inferno imediatamente.

No momento de sua morte, Sisifo sussurou a sua esposa que não o enterrasse.
Ao chegar no Submundo, Sisifo reclamou a Hades sobre a falta de consideração de sua esposa que nem se dera ao trabalho de enterrá-lo e pediu mais um dia de vida para uma vingança. Hades atendeu. Sisifo voltou ao mundo dos vivos e fugiu com sua esposa - enganando a morte pela segunda vez.
Quando finalmente morreu, de velhice, Sisifo foi condenado a empurrar uma pedra enorme com suas próprias mãos montanha acima. No topo da montanha, a pedra cai, e ele precisa recomeçar o trabalho. Eternamente.

Daí a expressão "Trabalho de Sisifo". Um trabalho repetitivo, infrutífero e cansativo.
Possivelmente também a origem da expressão "Sisifufu". Ou não. 

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

10 Tecnologias da ficção que se tornaram reais

Tablet de Star Trek e Tablet de 2014
É provável que você já tenha passado por essa situação: Comprar um novo gadget ou receber uma atualização do sistema operacional do seu celular, e aquela inevitável sensação de "Uau! Estou vivendo no mundo dos Jetsons!"

Não? Comigo acontece o tempo todo. Na verdade, não apenas os Jetsons: As vezes eu fico surpreso e até dou risada quando penso como algumas tecnologias que usamos hoje são melhores (bem melhores) do que as que séries de ficção científica das antigas nos mostravam como sendo o futuro. Ao que parece, a invenção e popularização da Internet pegou todos os escritores das antigas de calça curta - mas não é que alguns acertaram nas previsões?

Essa postagem vai te lembrar de 10 Tecnologias que não são mais ficção científica, com foco nos objetos que já fazem parte do nosso dia a dia.

Então não, eu não esqueci de citar que já existem análogas ao Tricorder Médico ou o Replicador de Star Trek, as pessoas da ISS que realmente moram no espaço ou os primeiros modelos funcionais de carros que não precisam de estradas como os do filme De Volta Para o Futuro.

sábado, 22 de novembro de 2014

Quase lá: 6 grandes empresas que fracassaram no mundo dos games

Um Saturn produzido pela... Samsung? 
Não é raro em reuniões de entusiastas da tecnologia a indagação: E se Samsung e Apple entrassem no mercado de videogames pra valer? Bom, pouca gente lembra, mas isso já aconteceu.

Brigar na "guerra de consoles" não é só querer, é preciso muita bala na agulha pra conseguir manter um videogame competitivo no mercado. E é por isso que hoje em dia o mercado de consoles dedicados a jogos é basicamente polarizado entre Sony, Microsoft e Nintendo. 

Mas houve um tempo em que praticamente todos tentaram pegar seu pedaço do bolo. Além das empresas que já eram "do meio", como Sega, Atari e SNK, muitas outras ficaram pelo caminho - algumas surpreendentes. Essa postagem é dedicada ao rodapé da industria de games: Os videogames de grandes empresas que ficaram pelo caminho sem conseguir seu lugar ao sol. Qual deles você já jogou?

sábado, 15 de novembro de 2014

Desenhos Animados Racistas


A Amazon recentemente abriu uma nova polêmica quando colocou um aviso sobre racismo em alguns desenhos do seu serviço de streaming. Estariam Tom & Jerry, Pernalonga e os Flintstones entregando mensagens preconceituosas dentro das nossas casas a décadas sem que tenhamos notado?
 
  É um assunto polêmico e de certa forma curioso. E isso faz dele um assunto perfeito pra esse blog! Afinal, esses desenhos são racistas mesmo? Com exceção do último vídeo da postagem, que até o nome denota um racismo inaceitável hoje em dia, os demais são bem controversos e por isso deixarei com que você mesmo dê sua opinião: Esses desenhos são racistas mesmo ou as pessoas estão vendo pelos em ovos?

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

O Lenhador e o Machado

Um lenhador cortava madeira perto de um rio quando o machado lhe escapou às mãos. Desesperado por perder seu único machado, o homem caiu em pranto, o que despertou a curiosidade de Mercúrio, que foi verificar.
- Por que choras?
- Meu machado! Deixei-o cair no fundo do rio!
Mercúrio imediatamente mergulhou e segundos depois voltou com um belíssimo machado de ouro.
- É este?
- Não senhor, é outro. - respondeu o lenhador.
Mercúrio novamente mergulhou e trouxe dessa vez um machado de prata.
- É este?
- Não senhor. O meu não se parece com esse.
Mergulho mergulhou uma terceira vez, trazendo o machado certo. O lenhador alegrou-se e começou a gritar: "Esse! É esse!". Mercúrio, feliz pela honestidade do homem, entregou-lhe os 3 machados: O de madeira, o de ouro e o de prata.
Alguns dias depois, um amigo do lenhador, sabendo da historia, atirou um machado no rio e pôs-se a fingir o choro.
Quando Mercúrio trouxe o machado de ouro, o homem disse:
- Sim! Esse é o meu machado!
- Mentiroso! E por sua mentira, não apenas não lhe darei esse machado, como também tomarei o seu! - respondeu Mercúrio, desaparecendo no fundo do rio.
Todo ladrão começou sendo apenas um mentiroso.


* Da Fábula original de Esopo. 

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