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quarta-feira, 21 de novembro de 2018

6 Atividades legais para educação física escolar

 Sim meus amigos, porque o meu blog fala sobre assuntos aleatórios mesmo, hoje vamos falar sobre a minha profissão.
 Não sei se todos o seguidores sabem, mas sou professor de Educação Física, trabalho com crianças em uma escola do estado. Infelizmente, por ser uma escola periférica, nossa estrutura não é das melhores para educação física, o que dificulta bastante a execução de certas atividades (mas não as impedem, claro. É tudo uma questão de se adaptar ao seu espaço).

 Nessa postagem vou trazer 6 idéias de atividades bem bacanas para usar na aula, que não exigem um espaço gigantesco ou materiais impossíveis e são excelentes para trabalhar coordenação motora, coordenação espacial, trabalho em equipe e vários outros objetivos. Espero que possa ajudá-los.

sábado, 8 de outubro de 2016

Helio Gracie em Street Fighter

Todo praticante de Jiu Jutsu, todo lutador e todo entusiasta de esportes como o UFC já deve pelo menos ter ouvido falar no Hélio Gracie, o lendário idealizador do jiu jutsu brasileiro que faleceu aos 95 anos em 2009.
Hélio é a inspiração óbvia do personagem mais poderoso de toda a franquia Street Fighter: Oro.
Oro inclusive luta com o braço direito amarrado, posicionado como se fosse uma tala ortopédica improvisada, numa referência óbvia a famosa luta contra Masahiko Kimura, no Maracanã, em 1951, onde Hélio aguentou 18 minutos com o braço imobilizado sem desistir (algumas fontes da época afirmam que o braço inclusive quebrou).
Na história do jogo, Oro luta com o braço dominante amarrado simplesmente para que as lutas fiquem mais divertidas, uma vez que se usar os dois braços pode finalizar qualquer adversário com muita facilidade. O que deve ser verdade, uma vez que nem mesmo o Akuma foi capaz de fazê-lo usar as duas mãos.
A biografia do personagem afirma ainda que Oro nasceu no Japão e veio para o Brasil durante a imigração japonesa do começo do século passado, e aqui encontrou a verdadeira força e a felicidade, e nunca mais foi embora. O que por sua vez pode ser encarado como uma homenagem a comunidade nipo-brasileira.
Muito mais do que Blanka, Laura e Sean, Oro é a maior homenagem que a Capcom fez aos brasileiros em toda a franquia. Personagem de Street Fighter III, há rumores que estará disponível na segunda temporada de Street Fighter V, em 2017. É esperar pra ver.
"Você se diz o mestre do punho, e isso me incomoda. O caminho para a maestria é muito mais longo do que você imagina. Prepare-se, você vai dar o primeiro passo agora..."
- Antes de sua luta contra Akuma.

sábado, 14 de maio de 2016

O maldito Handicap do Fifa

Nota rápida: Recomendo essa trilha sonora para a melhor ambientação da leitura a seguir

Meu primeiro Fifa foi ainda no Mega Drive, Fifa 96. A capa com dois jogadores que eu não sabia quem eram (e até hoje não sei, embora já tenha pesquisado seus nomes) disputando a bola, a primeira vez que eu vi os nomes reais (da maioria) dos jogadores dos meus times favoritos, a primeira vez que eu vi que era possível jogar com os times brasileiros... O dia que eu comprei esse cartucho eu jamais vou esquecer.

Venho jogando games de Futebol a vida toda desde então (não só Fifa, joguei muitos outros, como as séries Virtua Striker e Winning Eleven, ou PES), mas em agosto de 2015 eu tomei uma decisão: Não vou mais comprar ou jogar esse tipo de jogos.

O motivo é bem simples: Ao invés de me divertir jogando, eu estava era me estressando. Mais raiva do que com futebol real. Coisa de jogar o controle no chão e tomar prejuízo. E o motivo não é apenas minha falta de habilidade, é algo muito além disso. Seu nome, que causa calafrios naqueles que o conhecem, e descrença em tantos outros, também é o responsável pela maior polêmica do futebol mundial, e talvez a maior teoria da conspiração do mundo dos games: O Handicap da série Fifa (também conhecido como scripting). 

segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

Rogério Ceni: Um ídolo que só o São Paulino é capaz de entender.

Vocês nunca vão entender.
Alguns de vocês até fingem. Mas eu posso ser sincero? Se você tem menos de 50 anos e não é São Paulino, você nunca viu no seu time um ídolo como o Rogério Ceni. Nunca.
Sabem, eu tenho 25 anos e meio. O único goleiro que vi no meu time foi o Rogério. Eu entrei na primeira série. Eu terminei o ensino médio. Eu terminei a faculdade. Eu voltei a trabalhar na escola onde tudo começou. E o Rogério era o goleiro do São Paulo nesse tempo todo.
Rogério viveu os melhores e os piores anos do São Paulo. Foram 1200 e sei lá quantos jogos. Foram 1200 e sei lá quantas vezes que a gente sabia que não importa o que acontecesse no campo, ele era um de nós. Que ele seria o mais puto quando perdesse e o mais feliz quando vencesse.
1200 e tantas vezes que havia um jogador que representava mesmo a gente no campo. Um de nós, lá embaixo.
Você viu grandes ídolos nesse tempo. Não estou desmerecendo. Sei da historia do Marcelinho, do Neymar, do Marcos, do Juninho, do Romário, do Edmundo, do Fernandão, do Fred, do Alex, do Renato Gaúcho, de tantos outros. Respeito todos, fui fã de alguns.
Mas desculpa, não é a mesma coisa.
Eu sei como vocês se sentem. Não quero comparar talentos, mas ídolos assim o São Paulo também teve nesses anos. França, Kaká, Hernanes, Lugano, Luis Fabiano, Lucas, Rai: Escreveram o nome na historia do São Paulo, como o Robinho no Santos, o Vampeta no Corinthians e o Evair no Palmeiras.
São ídolos inesquecíveis. Mas não são o Rogério.
Rogério não foi um jogador do São Paulo. Ele foi o São Paulo nas últimas duas décadas. Ele foi o nosso capitão na inocência da infância, na rebeldia da adolescência e na realidade da vida adulta. Isso vocês não tem como entender.
Duas décadas.
Pela primeira vez na vida, eu e tantos outros vamos ser apresentados a um cargo chamado "Goleiro do São Paulo". A gente não sabe o que é isso. Sabemos o que é o Rogério e seus reservas.
Eu não vou no jogo de hoje. O que eu tinha pra ver do Rogério, eu vi. 
Vi ele fazer o gol do titulo paulista
Vi o jogo contra o Rosário Central
Contra o Tigres
Contra o Liverpool
Contra o Cruzeiro
O gol 100
Vi ele ser indicado entre os 50 melhores da FIFA 
Vi ele contra a Universidad Católica
Vi o Rogério conversando com a trave numa decisão por pênaltis
Vi gol com bola rolando
Vi defesas incríveis que vocês nunca viram, porque Rogério defendendo não vende jornal
Vi ele errar também
Vi ele acertar muito mais
Vi muita coisa que nem lembro
Vi e ouvi na sala de casa, de aula, na rua, no estádio, no onibus e sei lá mais onde
Sozinho, com amigos e com gente que nunca mais veria de novo
Você também viu, e cada vez que xingou, confirmou que estava vendo algo que gostaria que fosse pelo seu time.
Mas não foi, e você nunca vai ver nada assim. Desculpa.
Esse texto é arrogante mas é verdadeiro.
Todos tem goleiro. A partir de agora, até nós.
Mas só nós tivemos Rogério.

sábado, 5 de dezembro de 2015

Stephan Akhwari: Termine a corrida.

Cidade do Mexico. 1968. Olimpiadas. Maratona.
Uma hora já havia se passado desde que a prova tinha terminado. A plateia se preparava pra sair do estadio quando um último homem entrou pelo portão. Mancando, com a perna lavada em sangue e toda ralada, bem como outros machucados em todo o seu corpo.
Seu corpo não estava firme. Seus olhos estavam: Fixos na linha de chegada.
A plateia levantou-se e aplaudiu de pé, muito mais do que havia aplaudido os vencedores da prova.
Stephan Akhwari, da Tanzânia, havia sofrido uma queda no meio da prova de 42 km. Quando seus machucados foram limpos, ele insistiu em continuar a prova. Ele havia sido um dos primeiros a sair, mas era o ultimo a chegar.
A plateia levantou-se e aplaudiu de pé, muito mais do que havia aplaudido os vencedores da prova.
Quando um reporter perguntou a Stephan por que ele simplesmente não desistiu, a resposta foi essa:
"Não acho que você vai entender. Meu país não me enviou numa viagem de 7 mil km pra eu começar essa corrida. Eles me enviaram aqui pra que eu a terminasse."



domingo, 26 de abril de 2015

Estão Proibidos os Celulares Durante o Pênalti

 Pênalti pro meu time. Forma-se aquele clima inconfundível, que começa com uma euforia que muito se parece com a de um gol e vai, aos poucos, se transformando numa tensão e num silêncio quase fúnebre, a espera de um milagre bastante provável, do fato consumado do gol.

  Esse é o momento de concentração máxima. Não dos jogadores, e sim a nossa, dos torcedores. Todo mundo que torce sabe: Na hora do pênalti, o bom torcedor não vê nada, não ouve nada, não sente nada, exceto, talvez, suas batidas no coração e a voz do narrador. E era nesse estado de êxtase que eu gostaria de estar, mas uma coisa me incomoda, me tira o foco. Me deixa sem entender. Se eu estivesse em campo, não poderia cobrar o pênalti, não com aquele incômodo zumbindo na minha cabeça, ou melhor, brilhando diante dos meus olhos.

  Ao meu lado, frente e ao redor de mim, todos estão sacando seus telefones celulares e apontando suas câmeras para o campo, se preparando pra filmar o possível gol, ou pra apagar o vídeo no caso do atacante não estar no seu melhor dia, e sim meus caros, me chamem de rabugento, antiquado ou chato, ou todos os predicados que quiserem, mas eu acho isso um pé no saco.

 Ser torcedor é um exercício de irracionalidade, onde a razão se cala e o coração grita, vibra e as vezes para - mas geralmente volta, ávido pra ver o que vai acontecer a seguir. Mas tento ser racional pelo menos aqui: Por que, e pergunto apenas por que, um caríssimo companheiro de arquibancada (gostaria de usar "geraldino", pois gosto desse termo, mas não sou dessa época, infelizmente) precisaria filmar aquele momento, e justo aquele momento, o climax, ali no estádio, em que ele pagou pra estar e consequentemente, vivenciar ao máximo a experiência?

 Sei que na era do Facebook minha pergunta poderia ser respondida com um simples "Porque sim!", mas porque sim não é resposta, e se for, a pergunta foi mal formulada. Então, faço questão de reformular: Se você pagou pra estar ali, pra ver pessoalmente, pra ver a história acontecer ali diante dos seus olhos e ser parte da experiência, por que você precisa abrir mão disso tudo no momento mais importante e assistir tudo em uma tela de 4 polegadas?

 Enquanto penso nessas perguntas, o treinador adversário parece estar possuído por um demônio quaisquer, joga a garrafa de água no chão, aponta e gesticula pro quarto árbitro, anda em círculos. A moça um pouco mais abaixo na arquibancada não quer nem ver, esconde o rosto no ombro do namorado, e ali mesmo fica por um tempo, dando rápidas espiadas, como quem sabe que deveria ver, mas simplesmente não quer. O tiozinho da pipoca (posso chamá-lo assim? desconheço o termo politicamente correto pra esse simpático figurão dos estádios. Milho-descendente soa estranho) esquece que está ali a trabalho, deixa os clientes na mão e vira-se pro campo. Menos discretos e mais numerosos, os olhares de esperança e tensão se alternam na multidão, essa um monstro com rostos e muitos corações diferentes, mas afinados.

  Mas uma parte dessa multidão não viu nada disso. Ou viu, bem pequenininho ali na tela do Smartphone. Viu mas não viveu. Volto a me perguntar: Por que? Há dezenas de câmeras muito mais próximas da jogada, de grandes emissoras de TV, capturando cada piscar dos jogadores. E há o Youtube: Alguém ali vai colocar aquilo no Youtube depois.

  De repente, me vem a resposta: O "Eu estava lá!" do meu avô era nebuloso, era apenas uma história imprecisa, muitas vezes exagerada e frequentemente desmentida pela minha avó, mas que ele contava com uma imensa felicidade. O "Eu estava lá!" da nova geração pode ser o vídeo que ele mesmo filmou ali, e vai guardar por 40, 50 anos e mostrar aos netos - se conseguir tal façanha, o que eu sinceramente duvido. Guardar uma memória me parece mais fácil, claro, se for uma memória digna de nota, uma grande memória. Ela pode ficar imprecisa, e talvez mais charmosa, mas vai estar lá, e se estiver, valerá a pena ser contada. Me pergunto se nossos netos vão querer ver tudo o que nós gravamos com nossos celulares.

  Talvez a questão seja "Eu ESTOU aqui". É, acho que estou esquentando. Hoje em dia tudo é ostentação, inclusive uma diversão tão mundana quanto o futebol. Sim, há quem queira glamourizar o ópio do povo, o esporte das massas, e ir ao jogo não basta - tem que mostrar pra aqueles dois confidentes mais importantes: Deus e o Mundo.

  Eu também faço check-in ao chegar no estádio. E também tiro fotos - uma ou duas, antes do jogo começar, durante o intervalo ou hino, sei lá. Quando o jogo está parado. Com isso, as pessoas sabem que estou lá e pronto, podem curtir ou não curtir, fazer piadinhas dizendo que dou azar e todas essas besteirinhas que gostamos. Uma vez que estou lá, todos sabem que eu vi o pênalti em primeira pessoa, a menos que tenha ido ao banheiro. A mensagem que as pessoas querem passar seria: "Vejam! Eu não estava apertado na hora do pênalti!"?

  Não sei, acho que não. Retomo o foco.

  O artilheiro do meu time corre, bate e... GOLAÇO! Porque gol do meu time é golaço, até de pênalti! E eu comemoro, pulo, giro, grito, jogo os braços pra cima e depois os coloco na altura da cintura, dando um berro numa posição que em outra realidade me transformaria num Super Sayajin.

  Mas eu fui o único? Sim! Os outros em volta não puderam jogar os braços pra cima, porque é perigoso derrubar o celular. Nem gritar, pra não estragar a filmagem, o microfone tá virado pra boca deles afinal! Não puderam pular, pra não tremer a imagem. Não fizeram nada, só balançaram a cabeça e prontamente apertaram "compartilhar" e começaram a digitar tudo o que gostariam de ter feito, para logo depois disputarem o congestionado sinal da antena de telefonia mais próxima do estádio.

  Tudo para, possivelmente, dizerem que estavam lá. Uma mentira: Eles não estavam. O corpo estava, mas a alma deles estava em algum servidor no Vale do Silício.

  Entrar nesse mérito é uma batalha perdida. A nossa geração é só o começo. As próximas vão filmar, mais e mais e mais e viver menos e menos e menos, talvez com seus óculos e wearabes, mas assumidamente, e mais aceitavelmente, sem precisar olhar pra tela enquanto filma.

 Até lá eu vou continuar sendo o antiquado, que não filma, não tira o celular do bolso, e mais importante, não entende qual a graça que essa molecada vê nessas modernidades.


terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Haddad está certo na polêmica das ciclovias. E o povo é muito chato.

Eu passei anos vendo vocês as pessoas irem pra Europa e voltarem falando como lá o transporte público tem prioridade,  os ônibus não disputam espaço com os carros,  as pessoas são incentivadas a ir de bicicleta pro trabalho e bla bla bla.
Aí aparece um prefeito que tenta fazer isso tudo em SP e as mesmas pessoas RECLAMAM PRA CARAMBA!
Cade a coerência?
Claro que as ciclovias não são perfeitas.  Nem as faixas exclusivas de ônibus. Mas há três pontos a ser lembrados: Em lugar nenhum do mundo esse tipo de projeto nasce "perfeito". Sempre há coisas a ser corrigidas com O TEMPO de acordo com o feedback da população.  E 2: O prefeito não tem culpa da cidade ter sido construída com ruas estreitas.
E tres: A maioria das pessoas só está de mímimi porque o prefeito é do PT. Até a cor da ciclovia eles implicam. 
"Aff eu não posso ir trabalhar de bicicleta mimimimi trabalho muito longe trabalho de terno aff mimimimi" - mas tem gente que pode e por que não incentivar as pessoas a fazer isso? Entendam: a cidade não é planejada pensando exclusivamente no seu conforto.  Quer uma cidade só sua vai jogar Sim City.
"Não vejo ninguém na ciclovia bla bla bla bla" e você acha que em Nova Iorque no dia seguinte da ciclovia ser implantada já tinha engarrafamento de bikes?  Isso leva anos.
"Mimimi muito transito por causa da faixa de ônibus aff" sim e esse é quase o objetivo na verdade,  porque a idéia é priorizar o transporte público e não a individualidade.  "Mas o transporte público é cheio é ruim e demora muito" sim,  mas é cheio em qualquer metrópole do mundo,  está melhorando e não demora mais - porque agora o carro não fica mais na frente dele atrapalhando a vida das pessoas que vão no transporte público.
E tenho más notícias pra essas pessoas do biquinho: As grandes cidades do mundo estão aos poucos proibindo carros de andar no centro. E mais: Em São Paulo da pra fazer isso TRANQUILO,  tem uma estação de metrô a cada esquina no centrão. Imagino o Mimimi se for o PT que der o pontapé inicial em mais uma coisa que eles aplaudem enquanto é lá fora.  Só imagino.
E tenho mais a dizer ainda: A tendência do século 21 são as bikes elétricas.  A China já tornou esse mercado realidade.  Na Europa e EUA ele cresce desenfreado.  As montadoras de carros já abriram os olhos. As ciclovias vieram pra ficar e vão ter cada vez mais demanda e o choro é como o combustível pra andar de bike: Gratuito.
O Haddad faz muita cagada mas dar prioridade pra transporte coletivo e bicicleta definitivamente não é uma delas.  Parem de ser chorões. Parem de ser egoístas. Parem de ser sedentários. Parem de ver pêlo em ovos só porque não gostam do partido do cara.  E parem de ser chatos,  que coisa!

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

10 Eternas Promessas Do Futebol

O Futebol é um esporte engraçado. É o esporte dos que foram, mas também, é dos que não foram. Na verdade, as vezes é muito divertido ficar lembrando daqueles que eram pra ter sido, mas no final, nunca foram, se é que você me entende.

Não que esse assunto seja novidade na internet, mas a verdade é que esse blog também é uma promessa que nunca deslanchou. Então por que não, um post sobre 10 grandes craques que ficaram só na promessa? É isso que está no cardápio hoje. Sirvam-se:

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Por que não consigo emagrecer?

Eu havia prometido na primeira postagem (que você pode ler aqui) que escreveria algumas postagens com dicas pra quem frequenta academia. e como você pode conferir aqui, a promessa está sendo cumprida. Propaganda eleitoral feita, vamos pra terceira parte da nossa saga de verão, essa dirigida especialmente pra você que quer perder peso, se mata na academia todos os dias e por algum motivo não consegue. O que acontece com você? Onde você está errando? É o que nós vamos descobrir agora, então jogue esse pacote de trakinas no lixo (se for daquelas meio-a-meio, não jogue fora, mande pra mim) e preste atenção no que vou falar a seguir. Talvez o texto fique um pouquinho grande (qual texto meu não fica?), mas se você quer mesmo perder peso, pode valer a pena dar uma olhada. Favorita aí e lê depois. Se você está com preguiça de ler um texto, a quem você quer enganar quando diz que tem disposição pra fazer exercícios e emagrecer? (peguei na ferida agora né? haha)

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Musculação é mais simples do que você pensa.

Aaaaaaah, o verão! Corpos sarados aproveitam o calor e as praias paradisíacas brasileiras para se exibir em sungas e biquínis minúsculos. Todos fazem isso. Menos você. Por que você não se preparou e ou está magro como o chassi do grilo, ou está redondo como os olhos dele. E isso te incomodou, de tal forma, que enquanto você saboreava (lotado de culpa) aquele último pedaço daquele delicioso chester que a sua tia fez, você prometeu a si mesmo: "Em Janeiro eu entro numa academia!"

Está mais que certo, parabéns! Uma vida sedentária não te levará a lugar nenhum exceto o hospital com certa frequência e ao caixão ocasionalmente (felizmente, ou não, ao caixão você provavelmente irá apenas uma vez).
Pode ser também que você tenha começado já a algum tempo e hoje esteja enchendo o feed de suas redes sociais com aquelas bobagens frases do tipo "Eu POSSO!" que fazem seus amigos se perguntarem se você teria alguma identidade secreta de super herói a revelar.

Ok, ok, eu entendo. O importante é ter alguma motivação, então, seja lá qual for a sua, vá em frente! Você realmente consegue, se realmente quiser. Bom, eu não entendo nada de musculação e academias (e prefiro adiantar isso agora porque sei que VAI ter gente nos comentários falando que não entendo nada), mas acho que podemos conversar um pouco sobre o assunto. Calma, esse texto é leve. Guarde sua "força, foco e fé" pro treino.


sábado, 17 de novembro de 2012

Como age um juiz ladrão?


O choro é livre – E recorrente.

Final de campeonato é sempre assim, uma única torcida sorri feliz da vida, muitas choram, e quase todas teorizam. Não existe na face da terra figura mais conspiracionista (existe essa palavra?) e chorona do que torcedor de futebol. Eu sei, porque frequento estádios, e estou cansado de ver (e participar de) xingamentos ao pobre coitado do árbitro que ainda nem apitou o começo do jogo e está apenas verificando se as redes estão bem fixadas.

Torcedor é isso mesmo, seu papel é apenas torcer, e o juiz sempre parece estar jogando no outro time. Mas como saber se de fato ele está?

quarta-feira, 27 de junho de 2012

O Mundo de Beakman


FATO: Se você foi criança nos anos 90, vai reconhecer imediatamente o bordão a seguir (se é que ainda não reconheceu):
"Eu sou Beakman. E você acaba de entrar no Mundo de Beakman..."

Pois é amigos. Nos anos 90, tínhamos coisas muito legais, mas que não nos ensinavam coisas tão legais assim. Aprendíamos a quebrar a cara dos outros assistindo "Karatê Kid", aprendíamos sobre o Tinhoso quando ouvíamos as musicas da Xuxa de trás pra frente e aprendíamos sobre relações sexuais assistindo "A Lagoa Azul". E em meio a tudo isso, alguns programas de TV nos ensinavam coisas boas para equilibrar a balança e evitar que o mundo se tornasse um pandemônio em 2012 (talvez não tenha funcionado tão bem).
E entre esses, havia um que talvez seja a razão de existir desse Blog: O Mundo de Beakman. Ainda que eu realmente não me lembrasse muito do Mundo de Beakman quando criei esse blog, eu me inspirei em uma coisa que eu aprendi com esse programa: O segredo para explicar algo é entender sua complexidade, para poder simplificar.
E é isso que  eu vou tentar fazer agora, para explicar para os jovens gafanhotos que não sabem do que eu estou falando, como eram as melhores aulas de ciências que uma criança podia ter...

domingo, 11 de março de 2012

Copa do Mundo e Jogos Olímpicos: Quanto nós vamos lucrar?



“Mas o Brasil vai ficar rico! Vamos faturar um milhão...”

O esporte é apaixonante.Ele é capaz de gerar as mais indescritíveis emoções, mover multidões, arrebatar corações, construir e derrubar sonhos, parar guerras, unir inimigos, enfim, o impacto que ações motoras como correr, nadar, chutar ou quicar uma bola podem ter sobre o mundo é impressionante.

Esse poder atinge o ápice em dois eventos: Copa do Mundo de Futebol e a versão moderna dos Jogos Olímpicos. Bilhões de pessoas no mundo inteiro acompanham cada detalhe dessas competições, com olhos atentos e corações aflitos. Durante praticamente um mês, todos os olhos do mundo voltam-se para um único país. Boa parte desses olhos estão dispostos a gastar com isso, e é de olho nessa grana que os países literalmente disputam a tapas o direito de ser a sede da Copa ou Olimpíada.

O Brasil é a bola da vez: Sediaremos os dois, com apenas dois anos de intervalo entre um e outro. Pode ser a hora e a vez do Brasil arrecadar bilhões, mostrar-se para o mundo e deixar um legado enorme em vários sentidos, para o futuro. Ou pelo menos é o que está na boca do povo e da mídia, que em meio a diversas polêmicas, parece otimista pelo menos nesse sentido: No final, o Brasil sairá dessa mais rico do que entrou. Mas será que é verdade? Fazendo uma analogia, o Brasil está preparando duas baladas (onde as pessoas que vem se divertir gastam, e quem trabalha lucra) ou duas festinhas de aniversário de criança (onde quem organiza trabalha e gasta pros outros se divertirem)?

sábado, 23 de julho de 2011

Hristo Stoichkov, o gênio Búlgaro


  Quantos palavrões em búlgaro você conhece?
Se ainda não conhece nenhum, uma boa maneira de expandir essa super relevante área do saber é perguntando a um tal de Hristo Stoichkov o que ele pensa sobre o árbitro da semi-final da Copa do Mundo de 1994, entre Bulgária e Itália.

A geração Cristiano Ronaldo e Messi, acostumada com transmissões quase diárias dos jogos do Velho Continente, e com o endeusamento dos jogadores de fora do país em detrimento dos que jogam aqui, pode não saber quem é esse tal Stoichkov de quem eu estou falando, e muito menos por que ele teria motivos para ser tão agressivo ao lembrar-se de uma partida. E a geração que pensa que Neymar é um jogador de “personalidade”, pra não dizer polêmico, então, poderia até achar que estou mentindo ao ler algumas histórias sobre esse ex-jogador.

Mas pode acreditar: Stoichkov não deixava nada a dever em comparação com nenhum dos craques da atualidade. Nenhum. Quantos jogadores hoje em dia conseguiriam levar a Bulgária até as semi-finais da Copa do Mundo e ainda dar um sufoco danado na Itália, de Baresi e Baggio, perdendo apenas por erros de arbitragem?

E, em tempos onde o futebol ainda não era o celeiro de garotos-modelo, que devem ter comportamento exemplar e discurso politicamente correto, que devem evitar a todo custo proferir qualquer frase minimamente contrária ao bom senso ditado pelos gentleman” que comentam o assunto nas redes de TV, rádio e internet ao redor do globo, certamente era mais explosivo que todos eles, juntos.

sábado, 9 de julho de 2011

Jim Clark: O Escocês Voador

Ele foi o piloto mais rápido de sua geração. Aliás, quem o viu correndo, jura que ele foi o mais habilidoso de todos os tempos, não apenas na Fórmula 1, como em todo o automobilismo.

Ele correu em um tempo onde a Fórmula 1 era muito mais difícil e muito mais perigosa do que hoje. Um tempo onde o piloto era muito mais importante do que o carro.

Quando seus principais adversários começaram a se aposentar, ele ainda era jovem, e tudo indicava que nada o impediria de superar os números do então recordista Fangio.

No entanto a carreira desse piloto genial foi interrompida abrupta e tragicamente em um acidente que foi um primeiro pass para que todos repensassem todo o conceito de segurança no esporte a motor. Dizem que o automobilismo jamais viu alguém com tamanha habilidade.

De quem estou falando? Bem, se você for brasileiro, é bem provável que tenha chutado “Senna”, afinal, a descrição acima também bate com o genial tri-campeão. Mas não é dele que falaremos n essa postagem, e sim, de outro gênio, chamado Jim Clark (mas pode chamar de “Escocês Voador”).

sábado, 2 de julho de 2011

Richard Petty: O verdadeiro Rei


  Com o lançamento do filme “Carros 2” da Pixar, os holofotes voltam para essa animação que faz a festa dos amantes de corridas. Embora não tão aclamado como outros filmes da produtora (principalmente o xodó “Toy Story”), para os fãs de carros e de corridas em geral, o primeiro filme foi a grande obra prima da Pixar. Afinal de contas, não se tratava de apenas mais uma animação engraçada com personagens carismáticos. Vai mais além. É um show de referências sutis que valorizam a produção e criam um pacote completo para qualquer amante de velocidade, ou de animações...

Desde referências a histórias famosas do nosso universo (como um quadro que remonta a Arca de Noé) até outros filmes da Pixar (como por exemplo, a patrocinadora do Rei, Dinoco, que é a rede de postos de gasolina vista em Toy Story). Mas é óbvio que a maioria esmagadora das referências se relaciona com o universo de carros e corridas. E por falar em Rei, esse personagem não é apenas uma referência, muito óbvia, como também recebe a dublagem especial do cara em quem foi inspirado, uma adição muito legal que passou quase despercebida no Brasil.

Mas vamos tentar reparar essa injustiça agora. Com vocês, Richard Petty. O verdadeiro Rei...

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Copa do Mundo de 1950: A Copa no Brasil


  Hoje em dia, realizar a Copa do Mundo de futebol demanda trabalho. O Brasileiro está vendo (embora a maioria finja que não) o quanto essas obras, faraônicas por sinal, movimentam de dinheiro, recursos e tempo, para ficarem prontas afim de sediar alguns poucos jogos no verão de 2014, tudo sobre a desculpa (certamente mentirosa) de trazer estrutura e desenvolvimento junto com elas, além de receber de volta o dinheiro investido graças a vinda massiva de turistas (outra falácia que de tanto ser repetida, se tornou verdade).

A verdade é que, como o povo gosta mesmo é de pão e circo, tudo isso será justificado por um mês de festa na nossa pátria amada. E a verdade é que a Copa do Mundo, antes um mero torneio que alguns países até se recusavam a participar, cresceu demais e se tornou um dos principais eventos do planeta em todos os âmbitos. Cresceu e mudou tanto, que voltar no tempo, exatos 64 anos antes da próxima Copa do Mundo, ao ano de 1950, e ver como foi a última Copa realizada por aqui, pode ser surpreendente para os desavisados, embora algumas coisas (o tal jeitinho brasileiro) sejam comuns em ambas. E para que você deixe de ser um desavisado, é exatamente isso que faremos agora: Vamos voltar ao tempo de ouro do paletó e do chapéu, do pós guerra, e examinar a Copa mais trágica (no sentido esportivo) e mais marcante (por termos organizado) da história do Brasil.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Futebol e videogame: Uma viagem no tempo!


  Futebol é o ópio do povo. Pode-se dizer que a vida de boa parte dos homens pode ser definida em três fases distintas: Quando eles sonham em ser jogadores de futebol, a infância. Quando eles invejam os carros e as mulheres dos jogadores famosos, a juventude. E quando eles começam a se preocupar com o fato de que os jogadores que eles invejavam estão todos aposentados, a velhice.

E se para as namoradas dos apaixonados por esse esporte, a concorrência com aquela maldita final de campeonato que teima em acontecer justamente no domingo (afinal, por que não usam o cérebro e as fazem na segunda feira, quando você está no trabalho e não pode ver o seu namorado, não é?) já é desleal, ela pode ficar pior quando vem unida com uma ferramenta que pode ser ligada a qualquer hora do dia: O videogame.

Crescemos jogando jogos de futebol. E eles cresceram conosco. Amadurecemos juntos. Vimos muitos jogos de futebol passarem e se tornarem marcantes, tal qual aquele artilheiro do nosso time ou aquela final de campeonato inesquecível. O futebol evoluiu, mas os craques da nossa infância serão sempre os melhores na nossa mente. Assim como os games evoluíram, mas os jogos de futebol das antigas é que ficarão para sempre na nossa memória. E como eu sei que é quase tão legal lembrar hoje dos bons momentos jogando os clássicos quanto era joga-los na época, que tal relembrar de alguns games de futebol marcantes, de uma época sem motion capture ou partidas online?

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Roberto Baggio


  Já diz o provérbio chinês de 5 mil anos de idade: “O maior problema da vida, consiste em não haver nenhum tipo de Memory Card onde você possa salvar os momentos cruciais, para tentar de novo quantas vezes precisar”.

Ok, esse provérbio não existe (tecnicamente, agora existe, só não é chinês), mas define bem o que muitas pessoas sentem em várias situações da vida. Sabe aquele momento que você sempre esperou? Sim, aquele que estava nos seus sonhos desde pequeno. Aquele que será único. Aquele que você cometeu um erro. Aquele que marcou sua vida pra sempre. Aquele que nunca vai sair dos seus pesadelos. Pois é. Esse.


"É uma ferida que nunca vai se fechar. Sempre sonhei disputar uma final de Copa do Mundo e o rival dos meus sonhos era o Brasil. Quando tive a oportunidade, desperdicei aquele pênalti.”


A frase acima é de Roberto Baggio. Caso você não lembre dele, eu vou refrescar sua memória com outra frase:

Partiu, Bateu... Acabou! Acabou!! Acabou!! É tetra! É tetra! É tetra!!!”

Lembrou? Tenha você lembrado ou não, a vida de Baggio não se resume a apenas um penalti desperdiçado. O que mais há de se falar sobre ele? Muita coisa. Afinal de contas, um jogador italiano que passou a infância adestrando ornitorrincos surdos, tem muita história pra contar...

quinta-feira, 10 de março de 2011

6 Corridas Inesquecíveis da Fórmula 1


 As vezes, nós somos privilegiados e nem notamos. Provavelmente porque nem estamos esperando ser privilegiados naquele momento. E levamos algumas horas, as vezes dias, para notar a sorte que tivemos. Falo de momentos da vida em que aquilo que era para ser um evento normal e trivial, por um motivo ou outro, se torna algo histórico, algo que ficará tatuado nas nossas mentes por toda nossa vida e inspirará reportagens da TV durante muitas e muitas décadas a partir dali. Reportagens essas que nós veremos e falaremos para os nossos netos, cheios de orgulho: “Eu vi isso acontecer ao vivo!”

A Fórmula 1 está cheia desses momentos. Até por que, para quem está assistindo, uma corrida pode, por uma série de fatores, evoluir de “tediosamente sonolenta” para “alucinantemente emocionante” em apenas uma volta. Ou ainda, em algum dia, algum dos gênios da categoria pode acordar inspirado e resolver brindar a todos com alguma obra prima.

E como lembrar de coisas boas sempre é uma ótima maneira de usarmos nosso tempo, estão aqui selecionadas, sem ordem específica (por que é muito difícil escolher a melhor entre elas), algumas das corridas mais inesquecíveis da história da categoria. Corridas que ganharam contornos dramáticos e nos fizeram levantar do sofá e esquecer tudo a nossa volta. Corridas que realmente fizeram valer a pena acordar cedo no domingo... Poderíamos citar aqui dezenas de corridas. Mas como o blog preza por qualidade, e não por quantidade, escolhemos apenas 6 corridas, para podermos explicar direitinho o que aconteceu em cada uma delas... Aperte o cinto, e é melhor estar com seu coração em plenas condições...

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