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segunda-feira, 20 de julho de 2020

Lista de Compatibilidade do adaptador para cartão SD do Sega Dreamcast (porta serial)

Hoje em dia há várias opções para rodar jogos no Dreamcast sem necessariamente precisar do disco do jogo. Existe o GD-Emu e o Mod Ide, por exemplo.

Entretanto, uma das formas mais "simples" e baratas é usar um desses adaptadores para cartão SD que são encaixados na porta serial do Dreamcast. Esse adaptador é fácil de encontrar na internet, não exige nenhuma modificação no seu console e custa pouco, mas, é claro, não é perfeito.

Como o adaptador utiliza a porta serial do Dreamcast, que não foi feita pra isso, há problemas de compatibilidade e velocidade em muitos jogos, pra não dizer na maioria.

Porém, é possível rodar alguns jogos com boa qualidade e se divertir muito com o adaptador, sim. Ao longo de um bom tempo, com muita paciência e tentativa e erro, consegui encontrar um bom grupinho de jogos que jogo nele, e venho aqui fazer uma pequena lista para ajudar outros donos de Dreamcast.

Essa lista é colaborativa, se souberem de mais algum, deixem nos comentários por favor! 


Em primeiro lugar, para fazer os jogos funcionarem, eu segui este tutorial e estarei assumindo que você o seguiu para converter seus jogos e configurar também. Lá você encontrará mais informações sobre o adaptador em si, então se você está pensando em comprar um, recomendo dar uma olhada lá, e só depois conferir o que escrevi aqui.

Em segundo lugar, evidentemente, eu não me responsabilizo pelo seu Dreamcast, seu adaptador, e principalmente, por qualquer decepção que você venha a ter. Só posso garantir que esses jogos funcionaram no meu Dreamcast de forma satisfatória pra mim. 

Em terceiro lugar, apesar de ter problemas com jogos comerciais, o adaptador pode ser muito interessante para rodar homebrews e emuladores, como por exemplo, o emulador de Super Nintendo e o emulador de Neo Geo.
Mais recentemente, o adaptador se tornou uma ótima opção para rodar os games convertidos da placa Atomiswave para o Dreamcast. 

Agora, sem mais delongas, vamos aos jogos!

segunda-feira, 1 de julho de 2019

Super Nintendo rodando no Dreamcast via cartão SD

Boa pessoal.
Quem me conhece sabe que eu sou um grande fã do Dreamcast.
Lá nos idos de 2003, quando já faziam dois anos que a Sega tinha jogado a toalha, os jogos mais interessantes do Dreamcast começaram a simplesmente acabar pra mim. Foi então que eu descobri uma das facetas mais interessantes do console: Sua incrível capacidade para emulação.

No Dreamcast eu joguei centenas de jogos de inúmeros consoles, desde o Neo Geo Pocket até o Playstation. E um dos emuladores mais legais era o emulador de Super Nintendo, na época o tal DreamSnes que me deixava no clima natalino o ano todo.

Bom, os anos passaram e muita coisa evoluiu também na emulação do Dreamcast. Hoje em dia você nem precisa mais gravar um CD com o emulador e jogos, pode simplesmente colocá-los no cartão SD e rodá-los direto de lá com a ajuda de um adaptador. A emulação de SNES também evoluiu bastante (apesar de não ser 100% perfeita).

sábado, 16 de fevereiro de 2019

O Diabo Disse Não (filme completo)


Não galera, eu não entrei pro ramo de pirataria de filmes e não vou colocar 400 pop-ups no blog.
Esse filme pertence ao domínio público na verdade, e até por isso estou apenas linkando um vídeo que está no YouTube ao invés de postar um torrent maroto e safado haha.

O motivo de eu estar postando-o aqui no blog é simples: Adoro esse filme e acho que mais pessoas deveriam conhece-lo. Quando me perguntam sobre meu filme favorito, é o primeiro que eu me lembro, e logo depois costumo citar "It's a Wonderful Life" ("A Felicidade Não Se Compra") que também é incrível.

Mas a estrela dessa postagem é o "Heaven Can Wait" ("O Diabo Disse Não"), um filme de 1943 sobre um sujeito que está tentando se livrar da danação eterna no Inferno, mas parece ter dificuldades em convencer o diabo (e a si mesmo) que não merece o castigo.
Obra prima, que você pode ver online e legendado abaixo no YouTube (isso se o Google não encasquetar até com filme em domínio público por algum motivo né?).


Seu rosto faz zarparem mil navios

Hoje vou contar pra vocês a história da maior dor de cotovelo que já existiu. Se você tomou um pé na bunda em 2017 mas sua história não envolve a mulher mais bonita e o maior guerreiro do mundo, um príncipe malandro, um rei vacilão e até um cavalo de madeira, vai ver que tá tranquilo. Bom, eu não sei dizer exatamente o quanto há de história nesse exagero, mas como diria o Chicó, não sei, só sei que foi assim:

sábado, 8 de outubro de 2016

Helio Gracie em Street Fighter

Todo praticante de Jiu Jutsu, todo lutador e todo entusiasta de esportes como o UFC já deve pelo menos ter ouvido falar no Hélio Gracie, o lendário idealizador do jiu jutsu brasileiro que faleceu aos 95 anos em 2009.
Hélio é a inspiração óbvia do personagem mais poderoso de toda a franquia Street Fighter: Oro.
Oro inclusive luta com o braço direito amarrado, posicionado como se fosse uma tala ortopédica improvisada, numa referência óbvia a famosa luta contra Masahiko Kimura, no Maracanã, em 1951, onde Hélio aguentou 18 minutos com o braço imobilizado sem desistir (algumas fontes da época afirmam que o braço inclusive quebrou).
Na história do jogo, Oro luta com o braço dominante amarrado simplesmente para que as lutas fiquem mais divertidas, uma vez que se usar os dois braços pode finalizar qualquer adversário com muita facilidade. O que deve ser verdade, uma vez que nem mesmo o Akuma foi capaz de fazê-lo usar as duas mãos.
A biografia do personagem afirma ainda que Oro nasceu no Japão e veio para o Brasil durante a imigração japonesa do começo do século passado, e aqui encontrou a verdadeira força e a felicidade, e nunca mais foi embora. O que por sua vez pode ser encarado como uma homenagem a comunidade nipo-brasileira.
Muito mais do que Blanka, Laura e Sean, Oro é a maior homenagem que a Capcom fez aos brasileiros em toda a franquia. Personagem de Street Fighter III, há rumores que estará disponível na segunda temporada de Street Fighter V, em 2017. É esperar pra ver.
"Você se diz o mestre do punho, e isso me incomoda. O caminho para a maestria é muito mais longo do que você imagina. Prepare-se, você vai dar o primeiro passo agora..."
- Antes de sua luta contra Akuma.

domingo, 29 de maio de 2016

Os personagens não utilizados de Street Fighter V

Antes de chegar no produto final, surgem muitas ideias no desenvolvimento de um jogo. A maioria delas é descartada, incluindo algumas que chegaram bem perto de se tornar realidade.

Fãs como somos, sempre é divertido ver algumas dessas ideias que não viram a luz do dia e pensar como o jogo poderia ter sido se a tivessem levado em frente, não acham?
Recentemente, numa coluna do site japonês da Capcom, foram mostrados alguns conceitos de personagens que nunca chegaram à versão final de Street Fighter V. E você vai conhece-los a seguir:

quarta-feira, 30 de março de 2016

O dia em que os Samurais visitaram a esfinge

A história parece absurda mas isso é uma foto real (colorida e corrigida digitalmente, claro): Samurais em frente a esfinge de Gizé, no Egito, em 1864.

Os samurais estavam em uma missão rumo a Paris para negociar o apoio da França ao fechamento dos portos japoneses, de forma que o país pudesse novamente entrar em isolamento comercial com as potências do ocidente (o isolamento havia sido quebrado na base da bomba mesmo, anos antes).
A missão pegou o atalho do Canal de Suéz, que conecta o mar mediterrâneo ao mar vermelho e permite que os navios viajem da Europa até a Ásia e vice-versa sem ter que dar a volta na África. Como o canal fica no Egito, a paradinha pra "selfie" era quase obrigatória.

A caminho, os homens designados para cumprir a chamada Missão Ikeda (em referência ao comandante da missão, Ikeda Nagaoki), passaram por vários outros lugares na verdade (estão documentadas paradas em Xangai e na Índia exemplo) e tiraram algumas fotos interessantes, mas nenhuma sobreviveu tanto ao tempo quanto essa, onde eles exibiam suas espadas, seu traje e chapéu tradicional, num cenário totalmente fora do contexto. A foto foi tirada pelo fotógrafo italiano Antonio Beato.

Reparem na ironia da situação: Uma missão diplomática para encerrar qualquer diplomacia com os outros países.

A missão, não por acaso, foi um fracasso.
Napoleão II disse aquele "não" bem gostoso aos japoneses, pois considerava Yokohama uma cidade chave para os interesses franceses na Asia.

O maior legado dessa missão, no entanto, é ainda mais curioso: Nagaoki, o líder da missão, ficou muito interessado no quanto a civilização francesa estava avançada e levou consigo muitos e muitos documentos e livros com conhecimentos daquele país - especialmente em física, biologia, manufatura e tecnologias de fermentação. Hoje ele é considerado o pai da vinicultura no Japão (sim, na prática o cara estudou tudo isso e abriu uma adega no final das contas :P )

terça-feira, 15 de março de 2016

A falácia do elo perdido

Se existe uma coisa irritante sobre as pessoas que por algum motivo "negam" a teoria da evolução, é isso: A falácia do elo perdido.
"Não há provas de que o Ser Humano e os macacos tem um ancestral em comum, nunca acharam o elo perdido".
Como assim galera? Por falta de um, tem uma coletânea. Com todas as características que vocês possam querer. Cara de macaco e postura ereta? Tem. Anatomia quase humana, mas excesso de pêlos e outras características não humanas pelo corpo? Tem. Várias espécies hominídeas com cérebros cada vez maior em intervalos cronologicamente sequenciais? Tem, pra escolher.
O que as pessoas querem?
Essa falácia se sustenta porque é vaga. Até determinado ponto a pessoa pode dizer que "isso é só mais um primata qualquer, isso não se parece com um humano". Depois desse ponto, a pessoa já pode pular pra "Isso é um humano, claramente. Primitivo mas humano. Não é um macaco".
Ou seja: Ao gosto do freguês, pode-se facilmente pular o elo perdido.
Porque ele, de fato, não existe.
É como o relógio: Qual horário é o elo entre as 23:00 e as 00:00?
Não é 23:59. Porque antes do 23:59, precisou haver as 23:58 e assim por diante. A evolução funciona assim, um passo pequeno de cada vez.
Elo perdido pra vocês é o Charmeleon, entre o Charmander e o Charizard. Fora do Pokémon isso não existe.
É uma falácia. Uma covardia argumentativa. 
Não caiam nessa.

segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

O dia que os videogames foram parar no consultório do dentista

Da série: Profundezas mais sórdidas do mundo dos games. O último videogame da Atari foi o Jaguar, lançado na época do Super Nintendo e Mega Drive, a chamada geração 16 bits. O Jaguar por sua vez, tinha nada menos que 64 bits. Mas mesmo assim, não fez muito sucesso e acabou sendo descontinuado e a Atari abandonou o mercado de consoles pra sempre.
O que pouca gente sabe é que no final alguém achou uma utilidade pra ele: Após o final da produção do console, uma empresa fabricante de aparelhos dentários acabou comprando os moldes de injeção das carcaças e a reaproveitou na fabricação de câmeras intra-orais (não entendo de odontologia, não sei se essa é a melhor tradução ou mesmo se é correta). E eles realmente não mudaram nada e acharam uma maneira de aproveitar tudo: A entrada de cartuchos virou uma entrada para uma espécie de cartão de memórias, por exemplo.
O curioso é que a propaganda dizia algo como: "Cada detalhe do design foi criado com você, o dentista, em mente! Emoticon confused_rev


sexta-feira, 20 de novembro de 2015

Qual personagem nunca morreu em Dragon Ball?

Conteúdo ABSURDAMENTE nerd a seguir. Recomenda-se cautela.
Há uma piada entre os fãs de Dragon Ball que o único personagem da série que nunca morreu ao longo da história foi o Mr Satan. Mas na verdade, isso está errado: Ainda que não seja mostrado, durante a Saga do Cell, há aquele momento confuso com idas e vindas no tempo por parte do Trunks, que cria pelo menos 3 futuros alternativos, e em 2 deles, todos os seres humanos são mortos pelos andróides exceto um - que não é o Trunks e muito menos o Mr Satan.

domingo, 1 de novembro de 2015

Meninos, eu vi: O último dia do Sega Dreamcast

   Nada pode ser mais rápido que a luz. Essa afirmação costumava ser verdadeira até um tempo atrás, e a minha geração talvez tenha sido a última a acreditar nisso. Claro, todos sabemos que a luz é rápida. Mas nada como o Twitter. Nada como o Whatsapp: A informação, meus amigos de 2015, é a última fronteira em termos de velocidade. Hoje em dia ela voa - e voa rápido.

  Mas em um tempo não tão remoto, embora, veja só, um tempo em que meus alunos nem eram nascidos ainda (droga, detesto textos que me lembram como estou velho) a informação chegava devagar - especialmente a informação importante de verdade: a informação sobre os games. Provavelmente ela vinha a cerca de 20 km/h, com o tiozinho na motocicleta velha, que abastecia as bancas de jornal daqui com as revistas da época.

  Eramos informados ou desinformados por revistas semanais, as vezes, mensais. Que muitas vezes chegavam semanas (ou meses) depois da época em que foram escritas (já que games eram, bom, apenas games). As revistas tinham suas preferências e focos específicos. Muitas vezes nem davam de fatos notícias: Eram apenas amontoados de reviews (alguns deles bastante tendenciosos), previews, dicas e detonados - que pra uma geração inteira de jogadores que cresceu sem internet, era o que importava. Notícias como a situação financeira das empresas raramente tinham espaço, até porque, o grande público daquelas revistas eram justamente a molecada, que não queria saber de nada disso - só queriam um detonado do Resident Evil mais novo para seguir.

 Corria o ano de 2000 e também corria o carnê das Casas Bahia. Minha mãe havia, com muito esforço, conseguido parcelar o tão sonhado Sega Dreamcast para o seu filho único (no caso, eu), que estava literalmente vivendo um sonho: Pela primeira vez, seu videogame era o assunto das capas das revistas (quanto glamour) e invejado por todos os amiguinhos (quanta ostentação), um verdadeiro "next gen" numa época em que ainda nem se usava esse termo: Ele era um 128 bits e ponto.

 Se algum dia realmente houve uma Guerra de Consoles, esse dia aconteceu em algum momento dos anos 1990: A Sega e a Nintendo realmente atacam uma a outra em suas propagandas (e não só nas propagandas), a Sony tomou dois bolos e depois deixou todo mundo comendo poeira e talvez a frase da moda fosse "No amor e nos games vale tudo", já que a Guerra tem lá seus tratados internacionais para regular. Alguém pode argumentar que há uma guerra dos games rolando hoje mas não há: Hoje em dia as empresas mantém boa relação e quem fica discutindo são os fãs na internet. Naquela época a história era outra.

sábado, 8 de agosto de 2015

Flicky: Um jogo HARDCORE

Esse jogo tinha a capa mais feia da história do Mega Drive
  Na segunda metade da década passada, um debate muito forte surgiu e introduziu dois termos que até então, se existiam, não eram usados pela maioria dos jogadores: "Jogos Casuais" e "Jogos Hardcore". Foram anos e anos de brigas e discussões acaloradas nos fóruns de games sobre o que seria jogo de "gamer de verdade" e o que seria só um "joguinho casual".

  Esse assunto sempre me lembrou de um jogo, um dos jogos mais "hardcore" que eu conheço, e que a maioria dos jogadores de hoje tenderia a chamar de "casual". E é desse jogo que iremos falar hoje: Flicky.

 Salvando os Chirps

 Hoje relegado a um papel de coadjuvante menor nos jogos da série Sonic (não necessariamente ele, mas sim os membros da sua espécie, os Flickys, que foram escravizados e transformados em robôs do mal e bla bla bla), Flicky já foi estrela do seu próprio jogo, de mesmo nome, lançado em 1984 pra arcade, e depois portado pra várias plataformas (inclusive a Steam recentemente). Aqui estarei falando da versão de Mega Drive, que é a mais famosa.

sábado, 1 de agosto de 2015

Virtua Racing e o SVP

 Pra toda uma geração de jogadores, isso que vou relatar adiante é uma história bem estranha, mas pra outros, evocará deliciosas lembranças da tenra infância.
 Era um sábado qualquer e eu acordei animado. Com alguns trocados no bolso, corri pra locadora em que minha família tinha cadastro, praticamente no horário em que ela abriu, disposto a alugar um game. A chamada era 16-bit já tinha acabado, mas eu ainda me divertia com o bom e velho Mega Drive. Ao chegar, reparei em um jogo de corrida que eu nunca tinha alugado - as vezes por não interessar, mas na maioria das oportunidades, porque a incômoda plaquinha de "Alugado" estava presa na capinha do jogo. O jogo estava disponível e resolvi levar pra casa. E foi assim que eu conheci um dos jogos mais importantes da história dos games, sobre o qual eu vou falar um pouco a seguir. Ah, também foi assim que ganhei fama de mentiroso aqui na rua.

domingo, 26 de julho de 2015

A inteligência de Quake 3 Arena

Eu tenho uma teoria de que nada é inútil o suficiente pra que não haja um louco no mundo disposto a tentar.
Amigos, eu nunca deixo
meus amigos esquecerem do Quake 3 Arena, o jogo onde a gente ficava arrancando as cabeças uns dos outros no meu Dreamcast e pans.
Pois bem, um cara com tempo de sobra fez-se a si mesmo a seguinte pergunta: O que acontece se eu deixar esse jogo rodando sozinho, sem tempo limite? Ele criou um servidor, colocou o máximo de bots possível e saiu, deixando os bots lá se matando sozinhos.
Pois bem. 4 anos depois ele voltou pra ver o que tinha acontecido e... Os bots não estavam atirando mais uns nos outros! Estavam andando de boas sem atirar em nada. Os bots tinham meio que encontrado a paz! Emoticon confused_rev
Isso acontece porque a inteligência artificial do jogo sempre procura o melhor jeito de sobreviver o máximo de tempo possível, e inclusive registra estratégias que funcionaram pra usar depois, e descarta as que falharam. Com "infinitas" repetições, os bots começaram a ver que era melhor não atirar em quem não atirava neles... Até chegar um ponto onde ninguém atirava em ninguém. Emoticon confused_rev
Ah, quando o cara que fez o teste deu o primeiro tiro, todos os bots se voltaram contra ele na hora e o coitado virou uma espécie de leitão numa jaula de leões famintos.
Uma das experiências mais bizarras que já fizeram num jogo de tiro, mas curioso, e realmente impressionante do ponto de vista técnico. Sempre achei aqueles bots muito malandrinhos!

Família Tradicional: Salvem os Fliperamas!

Não haviam garotas assim lá, no entanto
Essa postagem não tem a intenção de ofender ninguém, tem caráter irônico que visa atingir justamente o conservadorismo de parte da sociedade, além de ser uma pequena brincadeira. Melhor avisar desde já pra não ser mal interpretado. Novamente: Essa postagem se trata de uma BRINCADEIRA sem a intenção de ofender ninguém.
Sabe galera, as pessoas fizeram tanto drama quando a novela estreou com as duas tiazonas lá dando uns pegas, que isso era "o início da ditadura gay", "uma ofensa aos valores da família", "estão tentando influenciar nossos jovens" e tudo o mais, sem perceber que, como diria o Capitão Nascimento, o inimigo deles era outro.
Se há algo que vem influenciando as novas gerações a serem homossexuais não é a novela. É o fim dos fliperamas de rua!
Vamos refletir, e a turma dos anos 90 sinta-se livre pra me corrigir caso eu esteja errado: Como era um fliperama de rua?
Brutal: A partir do momento em que você entrava num fliperama, você estava lá para lutar pela sua vida. Seja de forma figurativa - cada vida ali custava R$ 0,25 - ou as vezes de forma literal - muitos fliperamas também eram botecos não muito bem frequentados.
Sujo: No fliperama não havia lugar pra unha com base ou perfume O Boticário. O lugar fedia a cigarro, a máquina era gordurosa, o cinzeiro soldado na maquina era asqueroso e a estufa vendendo ovo colorido não era muito amigável também. E o banheiro, melhor nem falar desse.
Sagaz: Um homem precisa agir como tal. No fliperama era preciso aprender a não ter medo de cara feia, seja do cara esperando você desocupar a maquina ou aquela encarada marota do sujeito que acabou de colocar uma ficha e entrar contra. Você precisava ter peito pra prender o Ryu do moleque maior e mais velho na parede, mesmo sob o risco de tomar uns cascudos.
Insano: A vida não é fácil. Há dezenas de dias ruins pra cada dia bom. Há milhares de desafios na vida de um homem. Você vai ter que ralar muito pra chegar lá. Não tem almoço grátis. Ghosts 'n Goblins, Asteroids, e mais outros tantos jogos, eram exatamente como a vida: Quase impossíveis, mas recompensadores.
Capitalista: Vocês podem não acreditar mas eu conheci gente que pedia dinheiro no semáforo pra jogar no fliperama. Ou juntava latinha. Ou fazia pequenos serviços pra vizinhança. O fliperama ensinava também que o dinheiro e consequentemente a diversão vem do trabalho duro. Pra muitos, um exercício de Meritocracia em sua melhor forma, antes, durante e depois do jogo.
Espaço pra camaradagem: Um homem nada é sem seus amigos. Amizade masculina geralmente envolve coisas que as mulheres não podem entender. Envolve Cadillacs e Dinossauros, por exemplo.
Destemido: A molecada hoje em dia se decepciona e desiste fácil de suas namoradinhas porque não aprendeu que é preciso se esforçar e fazer loucuras por uma mulher que vale a pena, ainda que isso envolva derrotar gorilas atiradores de barris, Fantasmas e Goblins, ninjas nova iorquinos... Um homem que cresceu num fliperama é um homem que nunca vai deixar uma mulher na mão.
Respeitoso: Com as mulheres. Quem jogou Golden Axe sempre soube o quanto uma mulher pode literalmente te fritar quando está nervosa. No fliper você aprendia a respeitar as mulheres, pois elas são ágeis e geralmente muito habilidosas com magias. E ainda podem tabelar nas paredes, via de regra. Elas não são apenas donzelas em apuros, e nos fliperamas muitos aprenderam isso do jeito doloroso.
Competitivo: Não era apenas questão de vencer o jogo. Era por as suas iniciais naquela droga de máquina. Era mostrar que o Zangieff não é ruim - vocês que são patos. Não bastava vencer, precisava do Fatality.
Masculino: Eu vou apenas dar o contexto do clássico OutRun: Você, uma Ferrari Testarossa, sua bela namorada, uma estrada paradisíaca e um dia ensolarado. Dirija o mais rápido que puder e siga a direção que achar melhor. Tente não capotar. Na boa, como pode alguém que jogou isso não ser heterossexual até o último fio de cabelo?
A verdade nua e crua, meus caros, é que eu nunca vi um campeão de Street Fighter gay.
Fliperamas de rua eram verdadeiras fazendas de masculinidade. Com o fim deles, as crianças estão crescendo sem direção. Nao conhecem a musiquinha masculina do Guile, não aprenderam a fazer drift no Daytona USA, não atiraram em invasores alienígenas, e uma porção de outras coisas que todo homem precisa saber fazer.
Na antiguidade um menino precisava matar uma onça pra se provar homem. Alguns anos atrás, os fliperamas assumiram esse papel de rito de passagem. E hoje? Pois é... Apenas pense nisso: Existia Jean Willys no tempo dos fliperamas? Eu acho que não.

quinta-feira, 16 de julho de 2015

O Grande Crash dos Videogames: A história como ela realmente aconteceu.

Na cultura "internética" dos dias atuais, o jogo "E.T: The Extraterrestrial" quase sempre é visto como o grande Judas Iscariotes da história dos games: Graças ao imenso fracasso da adaptação do filme para um jogo no Atari 2600, a indústria dos games não resistiu e faliu. Uma indústria de US$ 10 bilhões num dia, movimentava menos de US$ 100 milhões no outro, e esse jogo foi, para a maioria das pessoas, um dos maiores culpados por essa tragédia.

Mas embora o jogo tenha mesmo fracassado e os cartuchos realmente tenham sido enterrados no deserto, a história de que E.T. foi o responsável pelo crash é muito mais mito do que realidade.

"Como assim cara, você está indo contra o que todos os outros sites, incluindo você mesmo, sempre falaram sobre isso". Sim, eu estou (e não, eu nunca coloquei a culpa nesse jogo), e mais do que isso, eu vou explicar pra vocês o que realmente aconteceu no verdadeiro "Ano que não acabou" da história dos games. O ano em que o Playstation e o Xbox quase morreram - décadas antes de nascerem.

segunda-feira, 20 de abril de 2015

As revistas de games

 "Eu queria muito jogar esse game, mas tem que ter a revista!"

 Pros mais novos essa frase é totalmente sem sentido. Mas pra mim, e pra toda uma geração que viveu os anos 90, a época mágica em que os games deixaram de ser apenas uma busca por pontuações infindáveis e se tornaram mais e mais complexos, ela faz todo o sentido.

 Revistas como Ação Games, Videogame, SuperGame e Game Power (e mais tarde a fusão: Super GamePower) e Gamers eram, em fato, tão divertidas e aguardadas quanto os jogos. Não havia internet: Nossas informações gamísticas dependiam delas!

 Eram tempos melhores? Não, não eram. Eram tempos péssimos. Mas as memórias tendem a se embelezar e por isso sinto saudades daqueles tempos. Acho que todos sentem. E por sentir saudade, me aventurei a ler uma revista de Games bem antiga, e as coisas que eu encontrei lá valem a conferida não só pra quem é das antigas e está com saudade: Você, jovem gafanhoto que não viveu aquele tempo, ao ler esse post poderá me ver falar coisas que estão muito além da sua imaginação! Mas os que viveram podem concordar comigo: Sim, é tudo verdade!

sexta-feira, 10 de abril de 2015

Lúcifer: Anjo, Planeta, Estrela e até Jesus Cristo

Na postagem sobre Hipatia de Alexandria eu estava falando sobre um episódio triste que aconteceu no começo do cristianismo e isso me lembrou de outra curiosidade sobre a igreja, essa meio que inútil: É bastante estranho pra pessoas de hoje em dia pensar nisso, mas a fé católica tem, entre seus muitos cânones, um santo chamado São Lúcifer. E ele tem até uma igreja, que fica em Cagliari, e uma festa dedicada todo dia 20 de maio.

Isso se deve por alguns motivos, todos relacionados a linguística e traduções nem sempre tão boas: Lúcifer pode ser traduzido como "Estrela do Amanhecer", "Filho da Luz" e outras expressões "iluminadas". Até como Vênus, o planeta, Lúcifer pode ser traduzido, porque era assim que os antigos chamavam a "estrela" visível nas primeiras horas da manhã. E até que a Bíblia fosse traduzida para outros idiomas além do latim, Lúcifer não era uma palavra tão associada ao capeta quanto é hoje. Na verdade, no original não há nada que indique especificamente que o Tinhoso se chamasse Lúcifer.

Em fato, em alguns momentos na Bíblia, até Jesus Cristo é referido como "Lucifer"

Fanáticos religiosos, antes de me jogarem numa fogueira ou apedrejaram até a morte, (nao duvido, vocês tem um histórico) vejam esse exemplo que pode ser encontrado em Pedro 1:19

Em Português:

“E temos, muito firme, a palavra dos profetas, à qual bem fazeis em estar atentos, como a uma luz que ilumina em lugar escuro, até que o dia amanheça, e a ESTRELA DA MANHÃ apareça em vossos corações.”

E agora, o mesmo trecho em latim:

“Et habemus firmiorem propheticum sermonem cui bene facitis adtendentes quasi lucernae lucenti in caliginoso loco donec dies inlucescat et LUCIFER oriatur in cordibus vestris. ”

Até Jesus Cristo "em pessoa" refere-se a si mesmo como "resplandescente estrela da manhã" no livro de apocalipse (22:16).

A confusão se da por culpa de passagens como Isaías 14:12: "Como caíste do céu, ó Lúcifer, tu que ao ponto do dia parecias tão brilhante?"

Note que apenas a palavra" Lúcifer" não foi traduzida, mas se traduzirmos para "estrela da manhã", a frase não apenas mantém seu significado - na verdade, até melhora o contexto.

Além da inabilidade de quem traduziu, passagens como essa levam a crer em uma (possível) deliberada intenção de dar uma cara e personalidade ao mal e ao pecado, uma cara que obviamente precisaria de um nome - de preferência um nome de impacto.

Por isso, era comum que os primeiros cristãos se chamassem Lúcifer. Com outras traduções menos precisas (verdade seja dita, é difícil ser preciso ao traduzir um texto em latim que já foi traduzido do hebraico) , acabou se popularizando a idéia de que Lúcifer refere-se ao demônio e ficou por isso mesmo, com a utilização do nome sendo praticamente abandonada

Hipatia de Alexandria

Hipatia de Alexandria teve tudo pra ser uma das mulheres mais famosas e influentes da história da humanidade: Ela foi filósofa, médica, a primeira mulher da história documentada como matemática e acima de tudo, era a poderosa chefona da lendária Biblioteca de Alexandria - o grande centro do conhecimento da antiguidade.

Tudo isso no ano 370 d.c., época em que a maioria das mulheres tinha direito a nada e o dever de não reclamar do direito.

Mas Hipatia tinha um inimigo: O Bispo de Alexandria, Cirilo.

Cirilo foi um bispo que notabilizou-se por sua "luta contra as heresias e blasfêmias" -  heresias como as de Hipatia, que exercia grande influência sobre o governador Orestes e por vezes fazia-o questionar os desmandos de Cirilo. Entre as quais, a que mais desagradava Cirilo era a maneira como Hipatia defendia que o conhecimento deveria ser popularizado entre as pessoas -  todas as pessoas, não apenas a nobreza.

Até que em uma tarde, Cirilo cansou da brincadeira e convocou seus seguidores a dar um fim "naquela pecadora". Foi quando uma multidão de cristãos ensandecidos atacou a mulher, arrastaram-na pra uma igreja e arrancaram sua carne usando conchas (dessas de frutos do mar) afiadas, com ela ainda viva. Depois, queimaram os restos mortais em praça pública.

Hipatia foi praticamente esquecida pela história. Cirilo, por outro lado, mais tarde foi canonizado pela Igreja e até hoje figura lá, como "São Cirilo" ou algo assim.

Ah sim, algumas semanas depois, a própria biblioteca de Alexandria foi destruída junto com quase todo seu conhecimento. Haviam ali livros que descreviam coisas que só seriam redescobertas milhares de anos depois, como motores a vapor ou o ciclo de nascimento-vida-morte das estrelas.

1 em cada 150 livros da biblioteca de Alexandria sobreviveu. Pra efeito de comparação, pra dar uma dimensão da perca, é como se de todas as obras de Shakespeare, apenas Cimbelino tivesse sobrevivido, e Sonho de Uma Noite de Verão, Romeu & Julieta, Julio César, Hamlet, Macbeth e todas as outras tivessem sido perdidas para sempre. E o mesmo tivesse acontecido com todos os autores que escreveram qualquer coisa antes dele.

E quando eu falo que Roma ter adotado o cristianismo foi o maior breque da história do conhecimento ocidental, é de episódios como esse que eu estou falando.

segunda-feira, 23 de março de 2015

5 Figuras históricas que podem nunca ter existido

Esses caras são muito famosos. Esses caras mudaram o mundo. As histórias sobre esses caras foram marcos da história. Esses caras mexem com a imaginação das pessoas desde criancinhas. Mas é provável que esses caras jamais tenham existido.

Esse blog gosta de questionamentos, então apertem os cintos da nossa nave da imaginação (adoro esse analogia do Carl Seagan) e vamos viajar pelo tempo, pra conhecer um Top 5 de personalidades históricas que podem nunca ter existido:

1- Rei Arthur

Até esse Arthur era mais real hein
Todos conhecemos a história do Rei Arthur. Sim, o cara que foi lá, tirou a espada da pedra e virou o Rei da Inglaterra. Muito se discute se a história da pedra é real ou não, mas poucos questionam se ele realmente foi o responsável por vencer 12 batalhas seguidas e botar os saxões pra correr durante seu reinado, que teria ocorrido entre os séculos V e VI;

E isso é estranho porque as referências ao Rei Arthur não aparecem nos registros reais até o século IX. E em fato a primeira descrição clara sobre ele é o livro "History of the Kings of Britain", e data do século XII - 700 anos depois do seu suposto reinado.

Mesmo a imagem de um grande cavaleiro que Rei Arthur carrega só surgiu com o livro "Le Morte D'Arthur", de 1485, escrito por Sir Thomas Malory. Muitos historiados acreditam até que algumas histórias contidas nesse livro (que era uma grande coletânia de histórias antigas) sejam reais, mas poucos acreditam que tenham sido vividas pela mesma pessoa, principalmente pela pessoa chamada Rei Arthur.

A história de Arthur provavelmente foi inspirada em algum rei guerreiro da antiguidade - talvez algum imperador romano, mas é muito difícil saber ao certo.

2- Pitágoras

Palavrões serão proferidos por todos aqueles que tiveram dificuldade em aprender o teorema, mas na medida que se sabe que a fórmula que ele criou é bastante confiável, a existência de Pitágoras pode ser colocada em xeque.

Pitágoras supostamente foi um filósofo e matemático que viveu entre o século V e VI A.C., e todas as suas descobertas são muito bem documentadas, não apenas no campo da matemática como em, bom, praticamente tudo na vida, já que era basicamente isso que os filósofos gregos estudavam. Mas o mesmo não se pode dizer sobre a própria existência dele.

Todas as referências sobre Pitágoras vem de seus seguidores. "Como alguém que não existe pode ter seguidores?" você se pergunta, e eu também acho sem sentido. Mas o problema é que o que os seguidores escreviam sobre Pitágoras também era, digamos, incomum: Coisas como dizer que uma das pernas de Pitágoras tinha uma coxa feita de ouro ou que ele era o filho do Deus Apolo em pessoa. Não parece muito fiável pra mim.

Ainda que ele tenha existido, ironicamente Pitágoras certamente não descobriu seu próprio teorema (ou pelo menos não foi o primeiro). Os egípcios já utilizavam a fórmula muito tempo antes.

3- Homero

A Ilíada e A Odisseia de Homero são dois dos livros mais famosos de todos os tempos, e mesmo que você nunca tenha botado seus olhos em uma linha deles, não tenha dúvidas de que já se deparou com algumas das histórias diretamente retiradas ou inspiradas nelas - como a lendária cidade de Atlântida pra ficar num exemplo fácil. E isso coloca Homero na posição de provável escritor mais importante da Grécia antiga.

Um cara tão influente deveria ter sido bem documentado entre os séculos VII ou VIII A.C., quando supostamente viveu. Não foi o caso. O que se sabe é que ele foi um homem cego que nasceu na ilha de Chios e praticamente só isso.

"E foi assim que descobiram que a gente não existe..."
Mesmo o fato de suas duas criações terem saído da sua própria cabeça é digno de debate e muitos afirmam que na verdade não passava de uma coletânia de histórias que até então eram contadas oralmente - as quais Homero juntou e transformou numa narrativa coerente, o que por si só ainda é digno de mérito.

Mas na verdade o que parece mais provável é que a pessoa (ou as pessoas) que fez esse trabalho achou por bem atribuir essas histórias a um único autor, ao invés de apresentá-las como um quebra-cabeças montada por ela mesma, de modo a aumentar a credibilidade da obra. E assim nasceu Homero.

4- Robin Hood

Um dos mais famosos integrantes do folclore medieval, isso é fato. Mas a história do bandido que roubava dos ricos para dar aos pobres é baseada em uma pessoa real ou não?

Bom, as primeiras histórias sobre Robin Hood parecem ter surgido entre o século XIV e XV, mas sabe-se que naquela região conhecida como Sherwood Forest os bandidos eram chamados de Robehod ou Rabunhod muito antes - uma espécie de gíria local, o que já explica muita coisa.

Pra piorar o quadro, Robin Hood nos relatos mais antigos era descrito como um líder de uma gangue comum, que era admirado apenas por peitar o odiado cherife de Notthingham. Depois, com o passar dos anos e o telefone sem fio, foi ganhando traços mais nobres, e até amiguinhos do bem como Marian e Friar Tuck.

Mais do que qualquer outro nessa lista, historiadores estão tentando procurar evidências do verdadeiro Robin Hood a séculos - e até agora ninguém apareceu como candidato nem da forma mais remota possível. Desde o herdeiro de um rei até um cavaleiro templário, a verdade é que supostas origens para Robin não faltam. Mas com o passar dos anos, mais e mais historiadores se convencem que o arqueiro nada mais era do que um mito sobre a luta das classes pobres contra a opressão.

5- Licurgo de Esparta. 

Licurgo derruba uma lágrima masculina ao ler meu texto
Esparta não nasceu uma cidade-estado poderosa e temida onde os reis bombados chutavam seus inimigos dentro de poços aos berros. Não, e foi (segundo contam) um legislador chamado Licurgo o responsável pela dura reforma das regras que regulavam tudo em Esparta - do casamento à maneira como as crianças deveriam ser criadas - e claro, uma rigorosa e totalmente nova maneira de treinar os soldados de forma a criar a maior máquina de guerra daquele tempo.

Os historiadores normalmente concordam que a chamada Reforma de Licurgo existiu de fato. Mas é engraçado que os mesmos historiadores costumam ser céticos sobre a existência do próprio Licurgo. Na verdade, tudo que acontecia dentro de Esparta sempre foi meio nebuloso, não por serem os machões insanos dos filmes e muito mais pelo fato de que eles não registravam nada da sua história em papeis ou qualquer forma de comunicação escrita. O que se sabe sobre eles é basicamente o boca-boca que sobreviveu, os relatos (e muitos boatos) escritos por outros povos e outras fontes duvidosas - muitas delas contraditórias.

O que se sabe sobre Licurgo é repleto de situações mitológicas de forma parecida a que vemos com Pitágoras, e o mais provável é que os Espartanos tenham criado a figura de Licurgo apenas para atribuir sua cultura a um único criador lendário.

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